BABADO DA SEMANA

Flávio Dino é desmentido pelo ministro da Saúde no Twitter

O governador do Maranhão tentou atacar o ministro da Saúde na rede social

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi publicamente desmentido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após reclamar de o estado não haver sido ouvido antes do anúncio de medidas para controle da disseminação da cepa indiana do novo coronavírus.

Os seis primeiros casos da nova variante registrados no Brasil foram identificados em um navio atracado na costa maranhense.

No Twitter, Dino criticou uma coletiva do Ministério da Saúde, junto com representantes de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas sem ninguém do Maranhão.

“Incrível essa entrevista coletiva do ministro da Saúde. Ele diz que debateu sobre o Maranhão com os secretários municipais de Saúde de São Paulo e do Rio. E com o prefeito de Guarulhos. Menos com o @GovernoMA. É impossível até entender o que eles farão”, escreveu o comunista em sua conta pessoa.

O ministro Marcelo Queiroga respondeu pouco depois. E garantiu que o secretário de Saúde maranhense, Carlos Lula, foi contactado antes da coletiva em que as medidas foram informadas, mas alegou que não tinha autorização do próprio governador para participar.

“Estranho, Vossa Excelência. Ao contrário do que afirma, conversei com o secretário Carlos Lula, por telefone, e o convidei para a coletiva. No entanto, ele informou que o senhor não autorizou a participação dele. Este deve ser um momento de união. Nosso único inimigo é o vírus!”, rebateu Queiroga.

Dino ainda retrucou, argumentando que o titular da SES-MA “não se dispôs a ser enfeite em coletiva” e voltando a atacar o presidente Jair Bolsonaro.

“Estamos sempre à disposição para diálogos sérios. E espero que o presidente da República ouça suas recomendações, passe a usar máscaras e evitar aglomerações”, completou.

O próprio Lula também entrou na conversa. Não negou que tenha sido procurado, mas disse que foi procurado apenas “minutos antes dela iniciar (sic)”.

“Ministro, o ideal é construirmos essas decisões entre o Ministério e os estados em conjunto. Não posso participar de uma coletiva recebendo uma ligação minutos antes dela iniciar (sic). Mas continuamos à disposição para tomarmos as decisões necessárias para o momento que vivemos”, disse.

Na tal coletiva, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de 600 mil testes rápidos para identificar possíveis casos da variante indiana de Covid-19 na cidade de São Luís (saiba mais).

Por Gilberto Léda

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