Gafe em Imperatriz expõe despreparo de Orlenas Brandão e fragilidade do projeto político familiar do grupo governista
Secretário de Assuntos Municipalistas, Orlenas erra nome do principal estádio da cidade e escancara desconhecimento sobre o estado que pretende governar

A expressão popular “jabuti em árvore ou foi enchente ou foi mão de gente” nunca fez tanto sentido ao se observar a trajetória política de Orlenas Brandão, atual secretário de Assuntos Municipalistas do governo do Maranhão. Durante recente agenda em Imperatriz, segunda maior cidade do estado, Orlenas expôs publicamente sua falta de preparo, desconhecimento da realidade maranhense e fragilidade como figura política — mesmo sendo constantemente promovido nos bastidores como pré-candidato ao governo do estado, graças ao apoio do tio, o governador Carlos Brandão (PSB).
Apesar das tentativas da base governista de alavancá-lo, com apoio de deputados estaduais e até da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), Orlenas vem colecionando momentos constrangedores em eventos públicos. Em Imperatriz, durante pronunciamento oficial sobre investimentos do governo na área esportiva, o secretário cometeu um erro simbólico e revelador: confundiu o nome do Estádio Municipal Frei Epifânio — palco central do futebol na região tocantina — com “Epitácio Cafeteira”, ex-governador do estado.
O deslize, cometido mesmo após Orlenas ter comparecido recentemente a uma partida entre Imperatriz e Maranhão Atlético Clube, válida pela final do Campeonato Maranhense de 2025, causou constrangimento imediato. O prefeito Rildo Amaral precisou intervir de forma discreta, corrigindo o secretário durante o evento para evitar um vexame ainda maior.
O episódio não passou despercebido pelas lideranças locais e acendeu um alerta nos bastidores do grupo governista. A imagem de Orlenas Brandão como possível sucessor do tio tem enfrentado crescente resistência, inclusive entre aliados, que veem nele um perfil tecnicamente frágil, politicamente inexpressivo e distante das realidades municipais — o que é grave para alguém que ocupa a Secretaria de Assuntos Municipalistas.
Pesquisas internas encomendadas pelo próprio grupo palaciano apontam dificuldades para consolidar o nome de Orlenas junto ao eleitorado, principalmente fora da capital. A falta de carisma, de conhecimento técnico e de envolvimento com as bases municipais tem gerado desconfiança até mesmo entre apoiadores. Para muitos, trata-se de uma tentativa artificial e familiar de construir uma candidatura que ainda não possui densidade eleitoral ou legitimidade popular.
A gestão de Carlos Brandão, marcada por altos investimentos em cultura e entretenimento, enquanto setores como saúde, educação, infraestrutura e esporte enfrentam sérios problemas, também tem contribuído para o desgaste. A política do “pão e circo”, com milhões gastos em shows para agradar plateias, contrasta com a ausência de respostas concretas para os desafios das cidades maranhenses.
O caso em Imperatriz reforça a percepção de que o projeto político em torno de Orlenas Brandão é, no fundo, uma operação dinástica conduzida por Marcus Brandão, irmão do governador e peça-chave no núcleo de articulação do Palácio dos Leões. Um projeto que tenta colocar um “playboy político”, como vem sendo chamado nos bastidores, para dormir na cama do Palácio sem antes sequer passar pela escola da vida pública.
A gafe no coração da região tocantina é mais do que um erro pontual. É um retrato do despreparo de quem tenta chegar ao mais alto cargo do estado sem conhecer sequer os nomes dos equipamentos públicos mais emblemáticos do interior. Se Orlenas não sabe o nome de um estádio em Imperatriz, o que se pode esperar sobre seu conhecimento das dezenas de pequenas cidades maranhenses?
Diante disso, restam duas alternativas ao jovem secretário: estudar seriamente o Maranhão que pretende governar ou recuar do projeto pessoal que, até o momento, tem se mostrado mais constrangedor do que promissor.
Assista abaixo o momento constrangedor do secretário que foi colocado no cargo pelo tio, mesmo despretadao.



