Governador Brandão notifica empresas e decreta prioridade total para ambulâncias nos ferryboats
Medida anunciada pelo governador reacende reclamações antigas sobre privilégios no embarque e problemas operacionais nos terminais da Ponta da Espera e Cujupe.

É hora de endurecer a fiscalização sobre o sistema de ferryboat no Maranhão. O problema não se resume apenas ao embarque de ambulâncias — que, por si só, já deveria ser tratado como prioridade absoluta — mas também a uma série de reclamações antigas envolvendo privilégios, desorganização e falta de cumprimento de regras nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe.
Diante das reclamações e de relatos de dificuldades enfrentadas por ambulâncias para realizar a travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense, o governador Carlos Brandão (MDB) anunciou, neste domingo (14), a notificação das empresas responsáveis pelo serviço para garantir o cumprimento das normas que asseguram prioridade aos veículos de urgência e emergência.
Segundo o governador, as operadoras deverão assegurar embarque e desembarque prioritários para ambulâncias, além da isenção de tarifas para esse tipo de transporte. O governo também informou que pretende reforçar a fiscalização sobre o cumprimento das determinações.
“O transporte de pacientes é uma questão vital e não pode sofrer qualquer tipo de impedimento”, afirmou o governador em manifestação pública.

Mas o debate sobre os ferryboats vai além das ambulâncias.
Entre as reclamações recorrentes de passageiros está a percepção de existência dos chamados “fura-filas” — situação em que veículos ligados a autoridades, agentes públicos ou pessoas com influência política estariam embarcando sem seguir a ordem normal de espera. Passageiros relatam sensação de desigualdade no acesso ao serviço, especialmente em períodos de alta demanda.
Também são frequentes as queixas relacionadas ao tempo excessivo de espera, inclusive de usuários que adquiriram passagens antecipadamente e, ainda assim, enfrentam longas filas para embarque e muitos não viajama no horário marcado e tiveram que embarcar em ferryboat extra.
Outro ponto constantemente citado pelos usuários diz respeito às condições operacionais dentro das embarcações. Há relatos de redução do espaço entre veículos durante o carregamento para ampliar a quantidade transportada por viagem, o que gera preocupação entre passageiros e questionamentos sobre conforto, organização e segurança.
Além disso, atrasos sucessivos nas saídas também aparecem entre as críticas mais recorrentes ao sistema, impactando diretamente moradores, trabalhadores, turistas e serviços essenciais que dependem diariamente da travessia.
Agora, mais do que anunciar medidas e publicar determinações, o desafio será garantir fiscalização efetiva e aplicação das regras. Porque ferryboats não transportam apenas veículos — transportam pacientes, trabalhadores, famílias e vidas.



