Governo Brandão gasta “os tubos” para fazer Orleans Brandão aparecer nas redes sociais
Sobrinho do governador gasta mais do que recebe com anúncios, levantando suspeitas de abuso de poder econômico e propaganda antecipada.

Depois do escândalo dos quase R$ 8 mil pagos por hora/aula para o sobrinho do governador, Orleans Brandão, aprender a discursar durante atos de entrega de obras do titio Carlos Brandão, agora surge uma nova denúncia ainda mais grave: Orleans estaria gastando mais do que ganha para impulsionar sua imagem nas redes sociais, indicando possível uso de recursos não declarados e até abuso de poder político.
Um levantamento feito pelo Portal G7 revela que o secretário de Assuntos Municipalistas do Estado e filho do poderoso Marcus Brandão — o verdadeiro manda-chuva do Palácio dos Leões — está investindo rios de dinheiro em tráfego pago no Facebook e Instagram para turbinar sua pré-campanha disfarçada de agenda institucional.
Gastos muito acima do salário
Entre 04/08/2020 e 12/07/2025, Orleans Brandão gastou R$ 108.029,00 com 286 anúncios pagos, segundo dados públicos da Meta (empresa responsável pelo Facebook e Instagram). O que chama atenção é que quase 80% desse montante foi investido apenas nos últimos 90 dias, entre 14/04 e 12/07/2025, período em que foram impulsionados 199 anúncios, ao custo de impressionantes R$ 86.080,00.
A título de comparação, a página oficial do Governo do Maranhão gastou R$ 126.517,00 com 172 anúncios no mesmo período completo, enquanto o governador Carlos Brandão, com todo o aparato institucional, gastou R$ 29.420,00 com 155 anúncios. Ou seja, Orleans gastou quase o triplo do valor do próprio governador e o equivalente a 85% do que investiu todo o Governo do Estado.

Salário não bate com os gastos
O Portal G7 também analisou os rendimentos líquidos de Orleans Brandão no período. Somando os salários de Secretário de Assuntos Municipalistas e Conselheiro do CONGEP (Casa Civil), ele recebeu:
-
Abril: R$ 20.683,86
-
Maio: R$ 20.696,59
-
Junho: R$ 28.021,57
Total: R$ 69.402,02
No entanto, seus gastos com anúncios no mesmo período (R$ 86.080,00) superam em 24% sua remuneração total, gerando um déficit de R$ 16.677,98. A conta não fecha. A pergunta que fica é: quem está bancando essa diferença? O tio Carlos? Os aliados? Ou o próprio povo maranhense, por vias tortas?
Possível crime eleitoral
O derramamento de dinheiro para alimentar a vaidade virtual do “herdeiro político” da família Brandão pode configurar propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder econômico e violação das regras de impulsionamento nas redes, conforme a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e a Lei Complementar nº 64/1990.
O uso de dinheiro em excesso para promover um pré-candidato fora do período permitido, especialmente com recursos de origem duvidosa, pode ensejar sanções da Justiça Eleitoral, inclusive impugnação de candidatura e inelegibilidade.
Família Brandão: sede de poder sem limites?
Enquanto o Maranhão sofre com hospitais sucateados, escolas precárias e estradas esburacadas, a família Brandão parece mais interessada em preparar o terreno para a dinastia política se perpetuar no poder, atropelando leis, moralidade e a paciência do povo.
É hora do Ministério Público Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral abrirem os olhos. O Maranhão não pode continuar sendo laboratório de privilégios, onde sobrenome vale mais que voto e cargos públicos viram trampolim para projetos pessoais.



