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Hipocrisia em Bequimão: oposição que critica Brandão usa doações do próprio governador para fazer política

Em Bequimão, opositores atacam o governo estadual, mas não recusam os peixes que ele doa

A política de Bequimão tem dessas contradições que só o tempo escancara: opositores que criticam o prefeito Zé Martins e o governador Carlos Brandão estiveram na Semana Santa, distribuindo justamente os peixes doados pelo governo estadual que tanto atacam.

Durante a gestão de Flávio Dino, Zé Martins — mesmo sendo de um grupo político diferente — buscou e conseguiu diversas parcerias que beneficiaram diretamente a população bequimãoense. À época, a oposição local não hesitou em criticar a aproximação com o governo estadual, alegando que Dino favorecia Martins eleitoralmente. O tempo passou, Dino saiu, e Carlos Brandão — seu vice e sucessor — manteve e ampliou as ações no município, agora ao lado de Zé Martins e do ex-prefeito João Martins.

O problema é que, para a oposição bequimãoense, qualquer iniciativa que traga benefícios à população parece ser motivo de incômodo. A aliança entre Brandão e Zé Martins tem dado frutos — inclusive durante a gestão de João Martins —, o que só intensificou os ataques políticos por parte dos adversários.

A ironia se mostrou ainda mais evidente durante a Semana Santa. A oposição promoveu a distribuição de cinco toneladas de peixes à população da sede e zona rural. O gesto, à primeira vista, pareceria nobre — não fosse o detalhe revelado pelo G7: todos os peixes haviam sido doados pelo próprio governador Carlos Brandão, por meio de articulação do subsecretário da Casa Civil, Júnior Viana, e do secretário de Articulação e Política, Rubens Pereira, pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior.

A narrativa montada tentou apagar a origem da doação. Os peixes foram anunciados como ação de Rubens Júnior, omitindo completamente o papel central do governador — aquele mesmo que a oposição insiste em atacar diuturnamente.

Fica a dúvida: afinal, qual é o verdadeiro objetivo da oposição em Bequimão? Se o povo é beneficiado, por que isso incomoda tanto? A política não deveria ser sobre vaidade ou disputa pessoal, mas sobre resultado. E se há parcerias que funcionam, o foco precisa continuar sendo o bem-estar da população — independentemente de quem doa ou distribui.

Em Bequimão, é preciso parar de fingir que se rejeita o leite quando, no fundo, se aprecia o queijo coalho no café.

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