MARANHÃO

Indígena maranhense será candidata a vice-presidente da República

Ela tem 39 anos de idade, é formada em pedagogia e luta contra o governo Bolsonaro

A indígena maranhense Kunã Yporã, conhecida também como Raquel Tremembé, é quem irá compor a chapa à presidência da República com a Vera (PSTU) pelo Polo Socialista Revolucionário.

Na próxima sexta-feira, dia 22, às 19h, será realizada a live de lançamento da pré-candidatura de Kunã Yporã (Raquel Tremembé), com transmissão pelas redes sociais do PSTU e das demais organizações que integram o Polo Socialista Revolucionário.

“A chapa será composta por duas mulheres, uma operária negra e uma indígena, onde temos o desafio de apresentar um programa socialista contra toda forma de exploração e opressão. Na defesa de uma sociedade que respeite os direitos das populações tradicionais, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, assegurando demarcação, titulação e posse de suas terras e respeitando sua cultura e seu modo de vida”, afirma Kunã Yporã.

“A defesa de uma sociedade igualitária, sem explorados e oprimidos, onde os recursos naturais e a riqueza produzida pelo trabalho do povo sejam todas utilizadas para garantir vida digna a todas e todos, onde seja assegurada a preservação do meio ambiente. Uma sociedade que acabe com toda a violência contra os setores mais desprotegidos e que assegure a todas e todos não apenas condições materiais para uma vida digna, mas também acesso ao conhecimento, à cultura, ao lazer e a toda liberdade necessária para sua realização plena como seres humanos”, completa.

Quem é Kunã Yporã (Raquel Tremembé)?

Kunã Yporã (Raquel Tremembé) tem 39 anos de idade, é indígena da etnia Tremembé do Estado do Maranhão e é pedagoga.

É integrante da Articulação da Teia de Povos de Comunidades Tradicionais do Maranhão e membro da Secretaria Executiva Nacional da Centra Sindical e Popular (CSP)-Conlutas

Kunã Yporã (Raquel Tremembé) é parte atuante das mobilizações dos povos indígenas contra o governo de Bolsonaro e Mourão, que governam a serviço dos interesses de latifundiários, mineradoras, madeireiras, garimpeiros e grileiros, patrocinando diversos ataques aos povos originários, seja contra seus territórios, suas vidas e também de extermínio cultural.

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