POLÍCIA

Morte de petista no Paraná é apenas uma prévia da violência nas eleições 2022

Se a escalada de violência não for detida, as eleições deste ano poderão ser sangrentas

A candidatura de Bolsonaro em nível nacional para Presidente do Brasil em 2018 serviu apenas para descobrir uma mina de monstros, mau caráter, desonestos e hipócritas que viviam escondidos e sem voz. Em qualquer lugar do Brasil a gente descobria alguém com perfil bolsonarista, mas aquele indivíduo não tinha voz, se retraia e ficava no anonimato. Em 2018, quando Bolsonaro passou a usar frases: “Bandido bom é bandido morto”, “cidadão de bem precisa andar armado”, dizer que liberdade é matar quem discorda de você. O Brasil descobriu monstros que até pouco tempo eram vistos como pessoas do bem.

O jornalista Ricardo Noblat escreveu em sua coluna no Metrópoles, um texto que já prevê uma possível elevada na violência, principalmente por ideologia política. “Quem tem a força para matar, intimidar ou impor sua vontade? Não é a oposição ao governo em nenhum dos seus matizes ideológicos. É o Estado que detém o monopólio da violência”, disse Noblat em seu primeiro parágrafo.

No segundo parágrafo, Noblat foi ainda mais enfático e fez um alerta as autoridades brasileiras. “E quando seu chefe instiga todos a se armarem, prega o ódio contra adversários, diz que luta contra o mal, ele é o culpado por tudo que possa acontecer. Outra leitura não seria realista, enfatizou o jornalista.

Ricardo Noblat, lembrou as milícias cariocas, que ameaçam moradores nas favelas do Rio de Janeiro e ninguém faz nada. “Não há registro de organizações armadas no Brasil desejosas de tomar o poder. Há, sim, de milícias no Rio de Janeiro e estreitamente ligadas ao presidente da República e aos seus filhos”, alertou Noblat.

Para finalizar Ricardo Noblat lembrou das possíveis artimanhas montadas para atacar petistas, dentro ou fora de casa. O petista paranaense foi morto por um bolsonarista durante festa de seu aniversário em local privado. “Episódios de violência contra o PT têm ocorrido nos últimos dias. Na quinta-feira (7), um evento com apoiadores de Lula na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi alvo de um artefato explosivo”, disse Noblat.

Noblat lembrou ainda, que, semanas antes, apoiadores do ex-presidente Lula foram atingidos com um líquido malcheiroso carregado por um drone em um ato com a presença de Lula em Uberlândia, Minas Gerais.

Segundo Noblat, a Polícia Federal, investiga quem disparou um tiro na janela da redação do jornal Folha de São Paulo na capital paulista. Com isso, a coordenação de Lula decidiu reforçar a segurança de Lula que agora usa colete à prova de bala.

De acordo com Noblat, é por isso que a imprensa internacional, ao noticiar o assassinato em Foz do Iguaçu, no Paraná, de um dirigente local do PT, valeu-se de títulos como estes:

“Dirigente de partido no Brasil é morto a tiros em meio a escalada da violência política pré-eleitoral”, na Reuters;

“Partido de Lula denuncia assassinato de um de seus ativistas”, no jornal francês Le Figaro;

“Apoiador de Bolsonaro assassina um apoiador de Lula em Foz do Iguaçu”, no jornal argentino La Nación;

“Assassinado a tiros um dirigente do PT, pelas mãos de um bolsonarista”, no jornal espanhol El País.

ENTENDA O CASO

Jorge José da Rocha Guaranho, o assassino, é um policial penal federal bolsonarista. Ele teria invadido a festa de aniversário do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda.

Segundo a polícia, primeiro ele teria passado de carro em frente ao salão de festas e gritou: “Aqui é Bolsonaro” e “Lula ladrão”. Depois voltou e atirou em Arruda, na perna e no peito. Arruda atirou nele, mas só o feriu.

Guaranho está internado em um hospital. Nas redes sociais, ele se define como conservador e cristão, defende Bolsonaro e diz-se contra o aborto e a favor de armas.

Em junho do ano passado, postou uma foto sua ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). No dia 30 de abril, escreveu: “Vamos fortalecer a direita”.

Sua última postagem antes do crime é um retuíte de uma publicação do ex-presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, dizendo:

“Não podemos permitir que bandidos travestidos de políticos retornem ao poder. A responsabilidade é de cada um de nós”.

No sábado (9), devotos de Bolsonaro concentraram-se em Brasília para defender o armamento da população. “Não é por armas, é por liberdade”, gritavam os bolsonaristas.

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