BABADO DA SEMANA

Não é só Edilázio Jr que é contra a “farra de capelães” de Flávio Dino

O deputado federal tem razão quando diz que o "dinheiro poderia ter bancado auxílio emergencial" no Maranhão

Apenas lideranças religiosas e os próprios capelães eram a favor de farra que envolveu dinheiro público em troca de apoio político em 2018. Para angariar apoio de lideranças de várias igrejas evangélicas do Maranhão, o governador Flávio Dino saiu nomeando lideranças como capelães em alta patente, o que deixou muita gente dentro da polícia bastante chateada.

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD), que sempre criticou essa farra do comunista, destacou na tribuna da Câmara Federal, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, que determinou a suspensão do cargo comissionado de capelão no Maranhão, no bojo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ingressada contra o governo Flávio Dino (PCdoB).

Segundo o deputado Edilázio, critico ferrenho dos desmandos de Flávio Dino, o dinheiro gasto pelo governo do Maranhão no caso que ficou conhecido nacionalmente como “Farra de Capelães”, 30 mil famílias poderiam ter sido beneficiadas com uma espécie de auxílio emergencial estadual, no período da pandemia.

“De 2018 a 2021 o estado do Maranhão perdeu com essa lei inconstitucional, cerca de R$ 15 milhões. Imaginem só vocês esse recurso em caixa nesse momento de pandemia. O governador Flávio Dino que em momento algum se sensibilizou em criar um auxílio emergencial, daria tranquilamente para atender cerca de 30 mil famílias com auxílio emergencial de R$ 500”, disse o deputado Edilázio.

Edilázio lembrou que somente no ano eleitoral de 2018, quando Dino foi reeleito para o cargo, 36 cargos comissionados de capelães foram criados e distribuídos por lideranças de dezenas de igrejas no estado do Maranhão.

“ O segundo estado do país que tem o maior número de capelães é Alagoas, com 5. No Maranhão Flávio Dino elevou esse número para 50 e no período da campanha eleitoral, o governador prometeu criar mais 10”, destacou o parlamentar.

Edilázio lembrou que tramita na Justiça Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder em desfavor de Dino e que pode resultar na perda de mandato do comunista. A ação é assinada pela advogada Anna Graziella, também destacada na tribuna pelo parlamentar.

Por Gilberto Léda

Mostre mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo