ELEIÇÕES

Nem as orações de Magno Malta ajudaram conseguir um Ministério

Após Bolsonaro deixar Magno Malta de fora do primeiro escalão do governo, Silas Malafaia abre o bocão

Um dos pastores sem credibilidade no Brasil, Silas Malafaia que se acha o maior conhecedor da política nacional, teceu críticas ao presidente eleito Jair Bolsonaro, simplesmente por não chamar o senador Magno Malta (PR) para um ministério no futuro governo. Se achando todo poderoso, agora quer mandar até no governo de Bolsonaro.

Todos sabem que Silas Malafaia não confirma sentado o que fala em pé, haja vista que por várias vezes fez comentários críticos sobre alguns políticos e dias depois estava defendendo com unhas e dentes. Assim aconteceu com Marcelo Crivela, depois pediu votos para o senador quando foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro e com Jair Bolsonaro, que em vídeo fez críticas ferrenhas, mas pediu votos nas eleições de 2018.

CONFIRA ABAIXO A MATÉRIA COMPLETA DA FOLHA DE SÃO PAULO (Folha.uol.com.br)

Depois de tudo o que fez por Jair Bolsonaro, Magno Malta merecia mais. Ao menos na opinião do pastor Silas Malafaia, um dos maiores aliados do senador, que não foi reeleito e, por ora, está sem cargo político a partir de
2019. A jogada em apoiar Bolsonaro não era pelo bem da família brasileira, mas sim pela família de quem não aguenta ficar fora do poder.

A indicação de Osmar Terra (MDB-RS) para o Ministério da Cidadania enterra a hipótese de Malta ter um lugar na Esplanada no primeiro escalão do governo Bolsonaro. E como Silas Malafaia mesmo diz, o povo, inclusive ele, acabou comendo pelas mãos dos outros. Isso mostra claramente que o maior interesse era pessoal. Pensando bem, se Magno Malta fosse chamado para ser ministro, muita gente seria indicada através de silas Malafaia. Seria isso, Arnaldo, o motivo para tanta irritação de Malafaia?

“Minha filha, aprendi uma coisa: gratidão é memória do coração”, diz o pastor, que recentemente gravou um vídeo em apoio ao senador capixaba. Segundo Malafaia, para ajudar o então presidenciável do PSL, Malta “esqueceu a campanha dele e tomou ferro”. Agora ficou a ver navios.

Seu partido, o PR, não queria a aliança e ele mesmo preferia não arriscar uma reeleição que dava como certa. Perdeu. Malafaia frisa que “apoia intransigentemente” o presidente eleito e que não lhe cabe indicar ou vetar nomes para o próximo governo. “Agora, presta atenção, apoiar uma pessoa não significa concordar com tudo o que ela faz.”.

Ele lembra que foi Magno Malta, um aliado de primeira hora de Bolsonaro, que convenceu várias lideranças evangélicas a embarcar na candidatura do agora presidente eleito — e se inclui nesse grupo. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também fez lobby para emplacar o procurador regional da República Guilherme Schelb no Ministério da Educação.

A pasta acabou indo para Ricardo Vélez Rodríguez, um nome que no fim das contas agradou. Não dá para dizer o mesmo de Osmar Terra, deputado do MDB que comandou o Ministério do Desenvolvimento Social na
gestão Michel Temer. “Quem é esse cara para Cidadania? O Magno tem expertise para isso”, diz sobre o senador famoso por abraçar pautas conservadoras.

Segundo Malafaia, Malta “está lá no sítio dele no Espírito Santo”, recolhido, e ainda “ora para esse cara [Bolsonaro] dar certo”.O pastor afirma que o amigo não aceitá um posto menor, como o de conselheiro ou assessor especial da Presidência. “Disso ele tá fora.” Vice do presidente eleito, o general Antônio Hamilton Mourão chegou a se referir a Malta como um “elefante na sala” depois de ter rejeitado ser o número dois de Bolsonaro.

A bancada evangélica havia apresentado para a pasta da Cidadania uma lista tríplice ao futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que também integra a frente religiosa.

A escolha de Osmar Terra dividiu a bancada. Parte a recebeu com elogios, parte se sentiu esnobada pelo presidente eleito e lembrou que ele só venceu a eleição com ajuda dos evangélicos.

Com Informações de Anna Virginia Balloussier

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