JUSTIÇA

Oficial preso em operação foi homenageado por Flávio Bolsonaro

O acusado réu em chacina na Baixada Fluminense, crime ocorrido em 2003

O major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, preso nesta terça-feira na operação ‘Os Intocáveis’, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, é réu no caso que ficou conhecido como ‘Chacina da Via Show’. O processo corre na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

O crime aconteceu em 2003 quando quatro jovens foram mortos. Um ano depois, major recebeu moção de louvor do então deputado Flávio Bolsonaro por operação na Maré em que três criminosos foram mortos.

O crime aconteceu em dezembro de 2003 quando quatro jovens foram assassinados por PMs na casa de espectáculo em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Geraldo Sant’Anna de Azevedo Junior, de 21 anos, Bruno Muniz Paulino, de 20, e os irmãos Rafael Paulino, de 18, e Renan Paulino, de 13 anos, foram mortos por PMs, que faziam a segurança do estabelecimento. À época, o major era capitão.

Um ano depois, o oficial recebeu moção de louvor e congratulações do deputado estadual Flavio Bolsonaro. À época, ele era capitão e lotado no 22º BPM (Maré) e foi homenageado pelo parlamentar por uma operação no Conjunto Esperança, na Maré, que completa hoje 15 anos. Durante a ação, três bandidos foram mortos e apreendidos dois fuzis, uma granada, dois celulares, um radiotransmissor e munições.

Foragido ganhou honraria máxima da Alerj dada por Bolsonaro

Outro alvo da operação de hoje, que ainda está sendo procurado, também foi homenageado por Flavio Bolsonaro. É o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega. Em 2005, ele recebeu a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Também por indicação de Flavio Bolsonaro, em 2003, ele recebeu moção de louvor e congratulações quando era lotado no 16º BPM (Olaria). Na justificativa para a homenagem, o então deputado destacou que o policial desenvolveu ‘sua função com dedicação, brilhantismo e galhardia’ e que ele prestou serviços com ‘absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades’.

Por MARIA INEZ MAGALHÃES (O Dia)

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