MARANHÃO

Orleans Brandão recebe apoio de réu investigado por integrar organização criminosa que desviou R$ 27 milhões

José Sousa Barros Filho, vulgo "Barros Filho" ou "Zé Filho", foi denunciado pelo Gaeco por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em licitações com o uso de empresas fantasmas.

Desde janeiro de 2019, o engenheiro José Sousa Barros Filho,  vulgo “Barros Filho” ou “Zé Filho”, vinha atuando nas sombras após ser denunciado pelo Grupo Operacional de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão por envolvimento em um verdadeiro ‘estupro coletivo aos cofres públicos. Nesta semana, contudo, ele decidiu ‘reaparecer’ em público pela primeira vez na cena política.

O motivo: manifestar apoio ao pré-candidato a governador, Orleans Brandão, nas eleições de outubro deste ano. Na foto que circula pelas redes sociais, “Barros Filho” aparece próximo ao governador Carlos Brandão no encontro em que o prefeito de Vargem Grande, Preto e seu antecessor, Carlinhos Barros, aderiram ao grupo político do pré-candidato emedebista.

O G7 apurou que “Barros Filho” atuou na gestão do irmão Carlinos Barros como secretário de Obras de Vargem Grande. Em 2019, ele foi um dos 30 denunciados pela 1ª Promotoria de Justiça de Itapecuru-Mirim, acusado de integrar uma suposta organização criminosa que teria fraudado licitações municipais entre 2013 e 2016. As denúncias foram classificadas em núcleos político, administrativo, jurídico e empresarial. Veja o processo na íntegra clicando no link AQUI.

A reportagem do G7 constatou que o mais novo aliado de Orleans fazia parte do núcleo empresarial da suposta organização criminosa, que foi objeto de duas Denúncias. Segundo as informações, “Barros Filho” é mencionado 12 vezes nos autos da ação, que possui mais de três mil páginas.

Entenda o caso

As investigações do Ministério Público mostraram a existência de uma organização criminosa, chefiada pelo ex-prefeito de Itapecuru-Mirim, Magno Amorim, com o objetivo de fraudar processos licitatórios e desviar recursos públicos. Os contratos totalizaram quase R$ 27 milhões.

As provas coletadas durante a investigação indicaram que o investigado “Barros Filho” integrava o grupo fornecendo todas as orientações para a abertura das empresas, disponibilizando a documentação e realizando o “acompanhamento” das obras das empresas Caripi & Serviços e Sabá Serviços.

O Gaeco confirmou esse fato por meio do contrato nº 20130352, assinado por Barros em nome da empresa Sabá Serviços. O contrato foi firmado no Processo Licitatório nº 002/2013 com a prefeitura itapecuruense, totalizando R$ 1,7 milhão. O documento, que foi publicado no Diário Oficial do Maranhão em 22 de dezembro de 2014, destinava-se à construção de ginásios, quadras de esportes e outras instalações esportivas.

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