SAÚDE

Pacientes denunciam suspensão na entrega de bolsas de colostomia pela Prefeitura de São Luís

Usuários do Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia afirmam que falta de insumos compromete tratamento e deixa centenas de pacientes à espera.

Pacientes atendidos pelo Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia denunciaram a suspensão da entrega de bolsas coletoras de colostomia e de outros insumos indispensáveis ao tratamento. A situação coloca a gestão da prefeita Esmênia Miranda sob pressão e amplia as críticas à condução da saúde pública na capital maranhense.

Segundo os relatos, a interrupção no fornecimento afeta pacientes de São Luís e de outros 167 municípios maranhenses contemplados por uma pactuação firmada em 2004, que atribuiu à capital a responsabilidade pela oferta da assistência especializada. De acordo com as denúncias, embora São Luís receba recursos destinados ao serviço, os estoques estariam esgotados e não haveria previsão para a reposição dos materiais.

Imagens obtidas pelo jornalista Leandro Miranda, do Portal Marrapá, registradas no Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia, localizado no anexo do Centro de Atenção Integral à Saúde do Idoso (CAISI), no bairro Filipinho, mostram dezenas de pacientes aguardando atendimento. Conforme os relatos, os usuários são informados de que não há previsão para a entrega dos insumos. A estimativa é de que cerca de 500 pessoas estejam na fila de espera.

Ainda segundo os pacientes, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que a interrupção do fornecimento estaria relacionada à necessidade de contenção de gastos. Com isso, mesmo os pacientes regularmente cadastrados passaram a integrar uma fila de espera, sem prazo definido para receber os materiais necessários ao tratamento.

A situação tem provocado dificuldades para usuários vindos de diversas regiões do estado, que retornam aos seus municípios levando apenas a bolsa utilizada durante a consulta, sem a reposição necessária para garantir a continuidade dos cuidados.

Especialistas alertam que a interrupção no fornecimento desses insumos pode aumentar o risco de infecções, lesões na pele, complicações clínicas e internações, além de comprometer a dignidade, a autonomia e a qualidade de vida das pessoas com estomia.

Até o momento, a Prefeitura de São Luís e a Secretaria Municipal de Saúde não haviam se manifestado publicamente sobre as denúncias e sobre a previsão de normalização da distribuição dos materiais.

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