Polícia Civil silencia sobre investigação do ‘Clio do Milhão’, envolvendo a família Braide
Caso completa oito meses sem avanços e sem respostas concretas à população ludovicense
O caso do Renault Clio vermelho, conhecido como “Clio do Milhão”, segue sem solução oito meses após seu início. O carro, abandonado em julho de 2024 no bairro Renascença, em São Luís, continha mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo e estaria ligado a pessoas próximas à família Braide.
O episódio gerou repercussão nacional, mas as investigações caminham a passos lentos. A Superintendência de Investigações Criminais (Seic) ainda não apresentou um desfecho para o caso, deixando a população sem respostas sobre a origem e o destino do dinheiro encontrado.
Os envolvidos e as conexões políticas
Carlos Augusto Diniz da Costa, que inicialmente se declarou dono do veículo, era funcionário comissionado da Prefeitura de São Luís à época e foi exonerado após a descoberta. No entanto, a investigação revelou que o Clio estava registrado em nome de outra pessoa, levantando dúvidas sobre seu real proprietário.
Outro nome envolvido é o de Guilherme Ferreira Teixeira, ex-assessor de Fernando Braide, deputado estadual e irmão do prefeito Eduardo Braide (PSD). Ele foi identificado como o responsável por abandonar o carro no local. As relações entre os envolvidos e a gestão municipal lançam suspeitas sobre possíveis esquemas financeiros.
Falta de transparência e demora nas investigações
Apesar das exonerações e do impacto do caso na opinião pública, a investigação não teve avanços concretos divulgados. A ausência de informações sobre a origem do dinheiro e a demora da Polícia Civil em apresentar resultados reforçam questionamentos sobre possíveis influências políticas.
O Ministério Público e a Justiça do Maranhão seguem sob pressão para esclarecer o caso e identificar os verdadeiros responsáveis. Enquanto isso, a população continua sem respostas sobre um dos episódios mais intrigantes da política ludovicense.



