ALCÂNTARA-MA

Portal Metrópoles destaca primeira escola de tempo integral inaugurada em quilombo de Alcântara

Povoado Oitiua, na zona rural de Alcântara, recebe nova unidade do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA).

A inauguração da unidade do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) no quilombo Oitiua, em Alcântara, ganhou repercussão nacional. O Portal Metrópoles, um dos sites de maior audiência do país, destacou a entrega da primeira escola de tempo integral instalada em território quilombola no Maranhão, evidenciando o avanço da política educacional no estado.

A unidade foi inaugurada pelo governador Carlos Brandão, ao lado do prefeito Nivaldo Araújo, e marca um momento histórico: é a primeira vez que uma escola de ensino integral é implantada em uma comunidade quilombola maranhense. Localizado na zona rural de Alcântara, no litoral continental do estado, o povoado Oitiua passa a contar com uma estrutura moderna voltada ao ensino técnico e profissionalizante.

O novo IEMA Quilombola integra uma rede que vem sendo ampliada ao longo da atual gestão estadual. Desde o início do governo, já foram entregues 24 unidades, totalizando 58 escolas em funcionamento em todo o Maranhão — um reflexo da estratégia de interiorização da educação técnica e de ampliação do acesso ao ensino de qualidade.

Durante a solenidade, o governador destacou o impacto social da iniciativa. Segundo ele, a unidade está equipada com laboratórios, salas climatizadas e contará, em breve, com uma quadra poliesportiva. Brandão também ressaltou que o governo tem priorizado investimentos em comunidades quilombolas e indígenas, com foco na redução das desigualdades educacionais.

Os números reforçam a expansão da rede: o total de estudantes matriculados saltou de 14 mil para uma projeção de 25 mil. Atualmente, o IEMA oferece 49 cursos técnicos distribuídos em 11 eixos tecnológicos, além de 28 unidades do IEMA Vocacional, voltadas à qualificação profissional em diversas regiões do estado.

No caso do IEMA de Oitiua, a proposta pedagógica vai além da formação técnica. A estrutura conta com laboratórios de física, química e biologia, e o modelo de ensino busca integrar conhecimento científico com a valorização dos saberes tradicionais da comunidade quilombola, respeitando sua identidade cultural.

A iniciativa posiciona o Maranhão em um patamar de destaque nas políticas públicas educacionais voltadas à inclusão social, ao levar ensino integral e profissionalizante a territórios historicamente invisibilizados.

Resultados educacionais

Os avanços também se refletem nos indicadores. O Maranhão alcançou índice de 4,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), o maior já registrado no estado, além de uma taxa de evasão escolar de 0,31%, considerada a menor da história. Nesse cenário, o IEMA tem desempenhado papel estratégico.

Para a diretora-geral do instituto, Cricielle Muniz, a nova unidade representa mais do que uma obra física. Segundo ela, trata-se de um investimento direto no futuro dos jovens quilombolas, ampliando oportunidades e fortalecendo o acesso à educação de qualidade, inclusive com a futura construção de uma quadra poliesportiva.

Entre os estudantes, a expectativa é alta. Johnatan Mendes destacou a qualidade do ensino e as novas possibilidades que a escola traz para a comunidade. Já a aluna Ester Cantanhede afirma estar motivada para cursar Agroecologia, área que dialoga diretamente com a realidade local e com seus interesses.

A chegada do IEMA ao povoado Oitiua representa, portanto, mais do que a inauguração de uma escola: simboliza a abertura de caminhos para uma nova geração. Em Alcântara, o futuro começa, de fato, a ser construído no presente.

Por Metrópoles

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