BEQUIMÃO

Prefeitura de Bequimão-MA reforça assistência médica a idosos quilombolas

Pesquisadores da UFMA Pinheiro avaliam condições de saúde do grupo etário, onde já realizaram diversos exames clínicos nas comunidades remanescentes

A vida no campo, a lida com a terra, o constante contato com a natureza e o forte vínculo familiar são algumas características da vida de idosos quilombolas. Para conhecer mais sobre o modo de vida e a saúde dessa população, pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão, campus de Pinheiro, iniciaram em 2018 um estudo com a participação de 208 idosos das comunidades quilombolas Ariquipá, Suassuí, Sibéria, Pericumã, Juraraitá, Mafra, Santa Rita, Conceição, Ramal do Quindiua, Rio Grande e Marajá.

A primeira fase da pesquisa fez o levantamento de informações baseadas em questionários aplicados aos moradores com mais de 60 anos de idade. Eles procuravam saber as condições socioeconômicas, demográficas, sanitárias, os comportamentos de saúde e as doenças que mais afetam os idosos de comunidades quilombolas. Na época, a hipertensão arterial apareceu como a doença com maior incidência entre o grupo. As outras enfermidades mais relatadas foram os problemas de coluna, glaucoma/catarata e diabetes, principalmente entre as mulheres.

Em 2019, a equipe de pesquisadores dos cursos de Medicina e Enfermagem, retornaram a Bequimão e realizaram coleta de sangue e urina para análise em laboratório. Foram avaliados o hemograma completo, glicemia de jejum, lipidograma completo, PSA (somente homens), ácido úrico, ureia, creatinina, TGO, TGP e EAS (sumário de urina). As coletas dessa nova fase foram acompanhadas pelo secretário Rodrigo Martins.

O estudo ainda não foi concluído e terá novas fases. A Prefeitura de Bequimão, parceira do projeto, pretende usar os dados gerados pela pesquisa para melhorar o planejamento das políticas de saúde voltadas a essa população.

Por Tribuna de Bequimão

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