ARTIGO

Somente os “Marginais” são contra a Lei das Fake News

Nas redes sociais os "Marginais" classificam a lei como censura à Liberdade de Expressão

Nos últimos dias as redes sociais ficaram polarizadas com a Lei Nº 2.630/2020, a chamada lei das Fake News, que foi aprovada no Senado Federal e agora segue para votação na Câmara dos Deputados em Brasília. São campanhas criminosas realizadas por políticos, empresários, eleitores, jornalistas e militantes extremistas de todas as alas partidárias contra a aprovação da lei que vai coibir o crime de calúnia e difamação nas redes sociais. Somente os que estão à margem da lei é contra a lei. São os conhecidos “Marginais”.

Fazendo uma breve análise sobre as postagens realizadas por alguns personagens que confundem Liberdade de Expressão com Agressão, Calúnia e Difamação, observei que aproximadamente 90% são contra a aprovação da lei na Câmara Federal. Por outro lado, muitos fazem postagens ofensivas, desrespeitam opiniões contrárias, são agressivos e compartilham informações falsas em suas redes sociais. Buscando o histórico de alguns, quase a totalidade, prega ser honesto, respeita a família, se diz conservador e cristão, mas faz tudo ao contrário do que pede os 10 mandamentos bíblicos.

Tenho observado analfabetos políticos, que não conseguem se expressar mais de 1 minuto, mas dão aula de política, direito penal, civil, e trabalhista, tentando confundir a população. Muitos vivem à margem da lei, pregando o certo e fazendo o errado. A terminologia “Liberdade de Expressão” virou bordão para muitos “Marginais” que usam suas redes sociais para atacar pessoas, difamar famílias, agredir órgãos e autoridades.

É incrível como a rede social virou terra de muro baixo para muitos “Marginais” que usam simplesmente para o mal e ainda influenciam os desinformados. Alguns políticos, empresários, jornalistas, blogueiros, pastores, militantes extremistas fazem das redes sociais uma arma para atacar inimigos, adversários, opiniões contrárias, com um simples objetivo, destruir reputações.

Nos últimos 2 anos a rede social virou uma espécie de “Boca de Fumo Digital”, onde o crime rola solto, e ninguém é punido. Mas as ofensas são gerais, incluindo Ministros do STF, Deputados Federais, Senadores, Governadores e Prefeitos, além de jornalistas da TV Globo ou aqueles que não rezarem na cartilha dos “Marginais”.

Os críticos ao Projeto de Lei das Fake News atacam o STF, Ministros, pedem intervenção militar, e grande maioria compartilha tudo que a família Bolsonaro publica nas redes sociais como se fosse uma única verdade, independentemente do conteúdo. Os ex-aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro são vítimas constantes de ataques nas redes sociais pelos “Marginais”, que falam como fossem donos da terra, céu e mar. Quem for contrário aos “pensadores contra a lei”, tem a vida vasculhada e depois destruída na internet por fake news.

Não vejo um cidadão de bem, que respeita lei, dizer que é contra a lei das fake news. Pelo contrário, as pessoas honradas querem que a lei seja aprovada e sancionada para acabar com a criminalidade nas redes sociais. Aos “Marginais” que são contra a lei, tá na hora de colocar as barbas de molho.

A rede de “Marginais” que são contra a Lei das Fake News está espalhada nos 4 cantos do Brasil. Aqui no Maranhão, pelas postagens e compartilhamentos, o grupo inclui blogueiros, jornalistas, políticos, militantes e extremistas. Tem do caloteiro aos que espalham fake news no Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp, mas quando alguém fala sobre seus babados, imediatamente a nota de sua assessoria diz que é uma fake news.

A possível rede que opera as fake news nas redes sociais aqui no Brasil, me parece trabalhar com planejamento. As fake news parece que são publicadas em sites, blogues, canal do youtube, páginas na rede social de “famosos” com milhares de seguidores e depois compartilhadas por  outros “desconhecidos ou influenciadores”. Em poucos minutos a fake atinge um patamar alto, satisfazendo os Marginais de plantão, que hoje são contra a lei das fake news.

Para os Marginais, o discurso é o mesmo de sempre: “a rede social é o maior meio de comunicação do mundo. Estão querendo nos amordaçar, acabar com nossa Liberdade de Expressão. Estão querendo nos censurar”, diz os contra o projeto de lei.

Não vejo outra saída, a não ser criar uma lei que crie regras na internet. É hora da Câmara Federal fazer igual ao Senado, aprovar o projeto de lei e colocar em prática. E se for necessário, a Polícia Federal com apoio da STF colocar os marginais contra a lei das fake news atrás das grades.

Por João Filho – [jornalista, radialista, empresário e editor do Portal de Notícias G7]

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