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Telhado de escola inaugurada por Mecinho desaba após chuva em São João Batista

Vereadora Cláudia Gomes denuncia suposta maquiagem em obra recém-entregue e cobra explicações da Prefeitura.

O desabamento do teto da Escola Ângela Maria Corrêa, localizada no povoado Coroatá, zona rural de São João Batista, na Baixada Maranhense, colocou a gestão do prefeito Emerson Lívio Soares Pinto, o Mecinho, no centro de novos questionamentos sobre obras públicas no município.

A unidade escolar havia sido inaugurada recentemente pela Prefeitura, no dia 9 de janeiro de 2026. No entanto, poucos meses após a entrega, parte da estrutura da escola cedeu durante uma forte chuva registrada no fim da tarde desta quinta-feira (7).

O caso ganhou ainda mais repercussão após a vereadora Cláudia Gomes se manifestar publicamente e fazer duras críticas à qualidade da obra entregue pela Prefeitura.

“Essa escola foi inaugurada nesse ano de 2026 pelo prefeito no povoado Coroatá, em São João Batista. Fizeram festa, cortaram fita. Hoje, 7 de maio, olha o que aconteceu: o telhado desabou. Por sorte não tinha criança aqui. Mas e se tivesse?”, questionou a parlamentar.

Em tom de indignação, a vereadora afirmou que a obra teria sido apenas uma “maquiagem” e denunciou o uso de material de baixa qualidade na estrutura da escola.

“Isso aqui não foi reforma. Foi maquiagem. Pintaram por cima do podre. Usaram material de péssima qualidade. As paredes estão todas rachadas. Corre o risco de cair tudo. É assim que a Prefeitura trata a educação? Entrega uma bomba-relógio pras nossas crianças?”, disparou.

Segundo informações levantadas, os materiais empregados na cobertura da unidade seriam diferentes dos previstos no contrato original da obra.

Dados disponíveis no Portal da Transparência apontam que a empresa RC Construtora & Empreendimentos LTDA foi a responsável pela execução da escola. O contrato relacionado à construção da unidade e de outras obras semelhantes ultrapassa R$ 290 mil.

Além disso, a atual gestão municipal já acumula mais de R$ 2,1 milhões em despesas relacionadas à manutenção e construção de prédios ligados à Secretaria Municipal de Educação.

Outro detalhe que chamou atenção foi justamente a divergência entre o que constava no projeto e o que teria sido executado na prática. Conforme documentos públicos, a cobertura da escola deveria contar com estrutura completa de madeira e telhas cerâmicas. Porém, após o desabamento, imagens feitas no local mostram a utilização de telhas de fibrocimento, material diferente do especificado inicialmente.

Moradores da região afirmam que o episódio levanta suspeitas sobre possível falha na fiscalização da obra e cobram explicações urgentes da Prefeitura de São João Batista sobre a execução do serviço e a aplicação dos recursos públicos destinados à educação.

O caso deve aumentar a pressão sobre a gestão municipal, principalmente diante da gravidade do problema em uma escola recém-inaugurada e que deveria oferecer segurança para alunos, professores e funcionários.

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