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A arrogância obrigou Bolsonaro ser humilhado mundialmente

O presidente Jair Bolsonaro se aliou ao vírus e teve apoio da arrogância para ver brasileiros morrerem

Assim que surgiram os primeiros casos de Covid-19 no Brasil, Bolsonaro procurou colocar a culpa em meio mundo de gente, dando um CTRL C CTRL V em tudo que Trump falava nos Estados Unidos. Culpou a China, o STF, os governadores e prefeitos, além de alimentar o ódio contra a imprensa livre por divulgar os números da tragédia. Foi um verdadeiro negacionista, ganhando o título de genocida, já que a vida dos brasileiros vítimas do novo coronavírus, pouco importam para ele, que diz ser conservador, cristão, respeitar à família e muito honesto, mesmo sendo investigado por falcatruas dentro da Câmara Federal, quando foi deputado por 28 anos ao ficar milionário sem explicar de onde veio a riqueza.

Bolsonaro fez papel de marginal, mesmo vestido de presidente da República ao incentivar aglomerações, andar sem máscara mesmo onde decretos obrigavam usar, entrava em lanchonetes, passava a mão no nariz e mesmo com meleca pegava na mão de pessoas, usando o plano para proliferar coronavírus. Nunca fez o papel de chefe de Estado, quando cumpriu a obrigação foi por ordem judicial, como foi o caso onde o STF o obrigou a cumprir seu papel de presidente da República. Nas redes sociais tenta a todo instante colocar o povo contra as autoridades estaduais, municipais e judiciais. Chegou a liderar manifestações anti-republicanas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), dizer que a Covid-19 era uma simples gripezinha, que tomar cloroquina resolveria tudo. E o pior, gastou dinheiro público para mandar fabricar cloroquina em massa, com o objetivo de tentar confundir suas receitas com a ciência.

Mesmo após ver mais de 200 mil brasileiros morrerem de Covid, Bolsonaro não teve empatia, nem como presidente, nem como cristão e muito menos como defensor da família. Passou 10 meses mentindo, agredindo quem não lê em sua cartilha, tentou achincalhar a ciência, médicos, enfermeiros, criticando quem estuda/pesquisa, com um simples objetivo: descobrir quantos ignorantes ainda lhe apoiam. Foi irresponsável desde o início da pandemia, adjetivo que já cultiva desde que serviu as forças armadas, envergonhando o exército brasileiro por ser desequilibrado.

Quando se falou em vacina, Bolsonaro sentou em cima dos ovos e começou a criticar o governador de São Paulo, João Dória Júnior, quando o gestor paulista anunciou a compra da vacina chinesa e fabricação no laboratório Butantan. Tentou de todas as formas colocar João Dória contra o povo paulista, mas não deu certo, ninguém mais acredita na lábia de Bolsonaro, que usa a estrutura federal para se promover, espalhar fake news, defender os filhos e agredir seus adversários.

Com a aprovação da vacina pela Anvisa, João Dória mostrou ao Brasil que a rede social só serve para quem se coloca no lugar dos brasileiros, que trabalhar não é para qualquer hum, ainda mais se tratando de Bolsonaro, que se aposentou ainda jovem e vive às custas do dinheiro público há mais de 30 anos. Neste domingo (17), data que trás o número da sigla a qual Bolsonaro foi eleito, o Brasil viu a ignorância obrigar Bolsonaro ser humilhado mediante a ciência e um plano de gestão eficiente montado por João Dória. Bolsonaro não ajuda em nada e ainda mente ao povo brasileiro, Dória desmentiu em rede nacional.

Dia 17 de janeiro de 2021 é histórico para a saúde pública do Brasil, para a ciência e para a política brasileira, que tem um arrogante na cadeira da presidência, eleito por gente do mesmo naipe e apoiado por pastores que na sua grande maioria está a mira da justiça. Hoje o homem honesto que mudaria os rumos do Brasil, se abraçou com os maiores corruptos da política com medo de ser cassado. O centrão é quem manda no governo federa, haja vista o caos instalado na saúde e a inflação quase batendo no teto.

Bolsonaro não é nada mais nada menos, que uma referência para milhões de brasileiros, que posam de honestos, mas dão calote no comércio do vizinho, compram fiado e não pagam, furam filas, mentem para o patrão que estão doentes, mas estão é de ressaca, se mudam à noite para não pagar o aluguel, ficam com o troco de compras e aumentam o preço da mercadoria. Esse é o Bolsonaro, que segundo a justiça, tinha funcionários fantasmas em seu gabinete para ficar com os salários. Por isso milhões de brasileiros se identificam com ele.

Não existe fábrica de políticos no Brasil, os políticos saem da sociedade, que a cada dia está sendo destruída pelo próprio veneno.

Por João Filho – [Jornalista, radialista, pesquisador sobre o rádio maranhense e empresário da comunicação].

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