Após vídeo de Orleans Brandão visitando Fernando de Noronha-PE viralizar, governador Brandão publica férias do Bebê Reborn com data retroativa
Enquanto o sobrinho do governador curtia dias de lazer no Arquipélago Pernambucano, a Grande Ilha de São Luís enfrentava uma onda de violência e insegurança.

A repercussão de um vídeo em que Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, aparece curtindo a noitada em Fernando de Noronha (PE), provocou mal-estar no Palácio dos Leões. O registro viralizou nas redes sociais justamente no momento em que o Maranhão enfrenta uma grave crise na segurança pública, com facções criminosas espalhando medo e violência na Região Metropolitana de São Luís.
Após a divulgação das imagens, o governo estadual publicou um ato administrativo concedendo férias com data retroativa a Orleans Brandão, que ocupa cargo de secretário de Estado. A medida foi interpretada nos bastidores políticos como uma tentativa de justificar a ausência do servidor durante o período em que o vídeo foi gravado.

Segundo fontes próximas ao governo, a publicação foi feita “às pressas” após a repercussão negativa do episódio. A oposição classificou a manobra como um desvio de finalidade, acusando o governo de usar o aparato público para proteger familiares do governador.
Além de Orleans Brandão, outro parente do chefe do Executivo, Vinícius Ferro, casado com uma sobrinha do governador, também estaria em Fernando de Noronha. O caso levantou questionamentos sobre o nepotismo e o uso de cargos públicos por membros da família Brandão, que ocupam diferentes funções na administração estadual.
Enquanto isso, moradores da Grande Ilha convivem com o medo, diante de sucessivos relatos de tiroteios, assaltos e execuções. “Enquanto os maranhenses se trancam em casa com medo, integrantes do governo desfrutam de férias em um dos destinos mais caros do país”, comentou um analista político ouvido pelo G7.
O episódio reacende o debate sobre a confusão entre o público e o privado na gestão estadual. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino afirmou recentemente, em voto sobre nepotismo, que “o governo não pode ser tratado como assunto de família ou de mesa de bar”. A frase, agora, ganha nova relevância no contexto maranhense.



