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Caema deixa moradores do Residencial Jomar Moraes sem água há quase um mês

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, empresa pública massacra moradores em todo Maranhão

O que era para ser uma parceria de sucesso, entre a Caema e o Governo do Estado, que resolveria problemas de abastecimento de água da população, sobretudo a mais carente, tem sido um verdadeiro fracasso. A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, empresa pública que presta um péssimo serviço ao povo maranhense, tem desrespeitado moradores do condomínio Residencial Jomar Moares, em São Luís.

Isso porque nesta segunda-feira (30) completam exatamente 20 dias que os moradores do Residencial Jomar Moraes, complexo de condomínios localizado no bairro Parque Pindorama, em São Luís estão sem água para realizar necessidades básicas no dia a dia, o que acaba contribuindo para a proliferação da Covid-19, já que o simples ato de lavar as mãos é essencial para combater o vírus.

De acordo com informações de populares, a falta de água teve início após a Caema, imprudentemente e sem nenhuma justificativa, realizar o corte de parte do fornecimento de água, em plena pandemia da Covid-19, descumprindo decreto editado pelo governador Flávio Dino (PSB), que até agora não se manifestou sobre o caso.

O Portal G7 ouviu moradores do Residencial, que garantem que a omissão da Caema em resolver o problema só está agravando ainda mais a situação calamitosa.

“Estamos há mais de 20 dias sem água para nossos afazeres diários mais básicos, como lavar louças, por exemplo. Têm famílias com idosos, crianças pequenas e pessoas doentes, que estão tendo de comprar água mineral para poder aliviar um pouco a situação. Outros são obrigados a pegar água em torneiras de casas de bairros ao redor do condomínio, que além da grande distância, ainda tem que subir até 4 andares,” conta revoltada uma moradora.

A situação se tornou tão calamitosa, que os moradores resolveram entrar com uma ação judicial na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, contra a Construtora Escudo (responsável pela construção do residencial) e a Caema, empresa que deveria fornecer a água, já que não foi perfurado nenhum poço artesiano, conforme comunicado abaixo:

Nota de Utilidade Pública:

Assunto: Ação Judicial contra a Construtora Escudo e Caema. Atualização: O nosso processo já se encontra nas mãos do juiz Douglas Martins – Vara de Interesse Difusos e Coletivos.

Inaugurado pelo Governo do Estado há poucos mais de 6 meses, o condomínio é morada de mais de 2 mil famílias de baixíssima renda que moravam em palafitas e foram contempladas através do programa Minha Casa Minha Vida. Mas parece que após empossados, foram simplesmente abandonados pelo Governo do Estado, que nem sequer dá um parecer da solução do caso.

O G7 procurou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Secid), pasta que fez publicidade dizendo ser responsável pela construção do complexo de condomínios, que atualmente é comandada por Márcio Jerry, o mais poderoso secretário do governo Dino, mas não obteve respostas sobre o caso até o fechamento desta matéria. Mesma situação aconteceu quando o G7 questionou a Caema.

Já a construtora Escudo, empresa responsável pela construção do complexo de condomínios, enviou nota sobre o caso. Veja abaixo:

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Um Comentário

  1. Eu sou moradora do complexo Residencial Jomar Moraes, tenho uma criança de 2 anos, fica difícil carregar água com uma criança pequena que eu como mãe não posso está deixando sozinha dentro de casa.

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