Crise nos Leões: Larissa Brandão rompe com Marcus Brandão e evita convívio com Audreia Noleto
Conflito familiar expõe divisão no núcleo de poder do governo Carlos Brandão; disputa por influência política e ciúmes institucionais alimentam a tensão.

Nos bastidores do Palácio dos Leões, o clima é de divisão e silêncio. Fontes próximas ao governo confirmam que a primeira-dama do Maranhão, Larissa Brandão, mantém uma relação estremecida com o cunhado Marcus Brandão — irmão do governador Carlos Brandão — e com a cunhada Audreia Noleto. O conflito, que antes era apenas rumor, já se tornou assunto conhecido entre aliados do governo, embora poucos comentem publicamente por temor de retaliações.
O desentendimento teria se agravado nos últimos meses, motivado principalmente pela influência de Marcus Brandão nas decisões do Executivo e pelo protagonismo crescente de Audreia Noleto em articulações políticas. Segundo aliados, Larissa e Marcus não se falam há meses e evitam qualquer tipo de convivência.
“Não os convide para a mesma mesa. A relação entre Larissa, Marcus e Audreia praticamente acabou. É um rompimento antigo, alimentado por desconfiança e falta de convivência”, relatou um aliado próximo ao grupo brandonista.
Bastidores e influência política
Marcus Brandão, embora não ocupe cargo formal no governo, é considerado por aliados e opositores como o homem mais poderoso da atual gestão. É apontado como principal articulador político do grupo e responsável por várias decisões estratégicas. Seu estilo centralizador e sua influência direta sobre o governador teriam provocado atritos tanto na base política quanto no próprio núcleo familiar.
Audreia Noleto, esposa de Marcus, também se tornou figura de destaque e polêmica dentro do governo. Fontes afirmam que ela atua como articuladora política informal, inclusive em negociações com vereadores em favor de Orleans Brandão, sobrinho do governador. O movimento teria ampliado o distanciamento com Larissa Brandão, que, segundo interlocutores, defende uma postura mais institucional e menos familiar na condução do governo.
Primeira-dama discreta e afastada
De perfil reservado e postura elegante, Larissa Brandão evita a exposição política e prefere manter distância das disputas de poder. Ela divide o tempo entre São Luís e Brasília, onde tenta preservar sua imagem longe da turbulência palaciana. Nas redes sociais, Larissa não segue Marcus nem Zé Henrique Brandão, irmãos do governador, o que tem sido interpretado como sinal público do afastamento.
Fontes do Palácio afirmam que o distanciamento é pessoal e simbólico: a primeira-dama busca se protege da crise familiar e política que atinge o grupo. Internamente, há relatos de que o governador ouve mais o irmão e a cunhada do que a própria esposa, o que tem causado desconforto conjugal e político.
Disputa por espaço e prestígio
O embate entre Larissa e Audreia ganhou força após ambas disputarem influência sobre a Secretaria de Estado da Cultura (Secma), pasta considerada estratégica por unir prestígio político e visibilidade social. Para evitar confrontos diretos, o governo chegou a montar dois camarotes distintos durante o Carnaval, um para cada uma, evitando que se cruzassem em público.
A situação revela como a crise do grupo político de Brandão ultrapassou os limites institucionais e ganhou contornos domésticos. “Hoje, Larissa e Marcus não se falam — e tampouco se suportam”, confidenciou uma fonte palaciana.
Clima tenso e silêncio nas redes
Nesta semana, Larissa Brandão completou mais um aniversário, mas a ausência de felicitações públicas dos cunhados chamou atenção nos bastidores políticos. Para aliados da primeira-dama, o silêncio é mais uma demonstração da ruptura familiar que se reflete no governo.
Entre os mais próximos do Palácio, já se comenta que o casamento entre Carlos e Larissa Brandão atravessa seu momento mais delicado. Caso o projeto político de Marcus Brandão não prospere, o governador pode enfrentar não apenas uma crise institucional, mas também um abalo familiar.
No Palácio dos Leões, ninguém quer se envolver. O consenso é um só: a guerra é civil — e, por enquanto, não há trégua à vista.



