POLÍTICA

Em entrevista ao PodCast Café Quente, Professor Nonato Chocolate afirma que PT Nacional não quer Orleans Brandão

Petista diz que direção nacional vetou pré-candidatura do sobrinho do Governador e desmente versão de aliados do Palácio dos Leões.

Em entrevista concedida ao influenciador político, Rogério Cafeteira, no PodCast Café Quente, o professor Nonato Chocolate, identificado como petista raiz, afirmou de forma categórica que a direção nacional do PT vetou o nome do pré-candidato Orleans Brandão. A declaração confirma informações divulgadas anteriormente pela jornalista Carla Lima, do Imirante, e contradiz discursos de petistas atualmente alocados no governo Carlos Brandão.

Segundo Nonato Chocolate, que esteve recentemente na Bahia participando das comemorações dos 45 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente Lula decidiu transferir à direção nacional do partido a condução do processo sucessório nos estados, diferentemente da narrativa sustentada por integrantes do PT que ocupam cargos no governo Brandão.

“Partido é partido e governo é governo, correto? Houve sim o veto da candidatura do sobrinho do governador Carlos Brandão, Orleans Brandão. Isso foi fato. A direção do PT Nacional, com muita responsabilidade, realizou pesquisas quantitativas e qualitativas que apontam dificuldade real de apoio ao nome de Orleans Brandão”, afirmou Nonato Chocolate durante a entrevista.

Nos bastidores, a avaliação é de que o governador Carlos Brandão já teria sido informado da decisão atribuída ao presidente Lula. Diante desse cenário, ele teria deixado claro que não pretende deixar o governo para tentar viabilizar a eleição do sobrinho como seu sucessor. Ao mesmo tempo, aliados reconhecem que a ausência de apoio de Lula pode trazer dificuldades para a conclusão de obras federais no Maranhão, impactando diretamente o projeto político-familiar do governador.

Interlocutores avaliam ainda que, ao optar por “Reinaldiar” — permanecer no cargo até o fim do mandato com fez o ex-governador José Reinaldo tavres —, Brandão corre o risco de sair do cenário político como uma liderança esvaziada. Além disso, pesam contra o governador denúncias de supostos atos de corrupção em sua gestão, que seguem sob questionamento.

O contexto político se torna ainda mais delicado diante da repercussão do caso envolvendo a morte do empresário João Bosco, episódio no qual o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, sobrinho do governador, aparece em imagens no local do crime, sem que, até o momento, tenha sido chamado para depor pela Polícia Civil.

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