MÁFIA DO 13º SALÁRIO: Calote em comissionados amplia desgaste da gestão Paulo Victor na Câmara de São Luís
Nos últimos anos Paulo Victor só pagou 13º Salário aos comissionados de vereadores aliados e defensores de sua gestão.

A gestão de Paulo Victor (PSB) à frente da Câmara Municipal de São Luís vive um novo e grave capítulo de crise política. O não pagamento do 13º salário aos servidores comissionados escancarou o desgaste do presidente da Casa e reacendeu os bastidores sobre um possível pedido de afastamento — desta vez, segundo fontes, articulado pelos próprios vereadores.
Fontes internas confirmam que apenas os servidores efetivos receberam a primeira metade do benefício em julho e terão a segunda parcela paga dentro do prazo legal. Já os comissionados, segundo relatos, ficarão sem a gratificação natalina neste fim de ano, assim como nos anos anteriores.
O clima entre os servidores é de apreensão. Circula nos bastidores que o dinheiro destinado ao 13º dos comissionados estaria sendo usado para bancar ações políticas e eventos de interesse do próprio presidente Paulo Victor, que nos últimos dias passou a viver um drama pessoal, familiar e político. A operação serviria, segundo essas fontes, para manter o apoio de um grupo de vereadores que ainda sustenta Paulo Victor no comando da Casa.
O problema é que o movimento não agrada a todos. O chamado grupo independente de vereadores, que alega estar sendo excluído da divisão de recursos, promete reagir. Parlamentares já discutem medidas judiciais e representações ao Ministério Público, apontando crime de apropriação indevida de recursos públicos — já que os valores retidos têm natureza alimentar.
A denúncia reforça um padrão de irregularidades que vem se repetindo na atual gestão. Paulo Victor já é investigado por reter contribuições previdenciárias (INSS) e o Imposto de Renda dos servidores, sem o devido repasse aos órgãos competentes.
Apesar das denúncias, o Ministério Público do Maranhão tem sido alvo de críticas pela suposta lentidão nas investigações. Nos bastidores, cresce a percepção de que o órgão “faz de conta que investiga”, diante de possíveis ligações entre integrantes da cúpula do MP e o presidente da Câmara. O Judiciário também é questionado, por decisões que impediram o afastamento de Paulo Victor e rejeitaram pedidos de prisão já formulados durante as investigações.
Essas conexões institucionais e a aparente blindagem política do presidente serão tema de uma nova matéria, que detalhará o comportamento do Ministério Público e a omissão do sistema de Justiça maranhense diante dos fatos.
Politicamente, Paulo Victor enfrenta um isolamento crescente. O desgaste é visível, e até aliados próximos já admitem arrependimento por tê-lo reconduzido à presidência há menos de um ano. Nos bastidores, aliados de Paulo Victor comentam que o presidente da Câmara está abatido psicológicamente e emocionalmente.
Sem base sólida e com a imagem profundamente arranhada, o projeto de Paulo Victor para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026 parece inviável. O 13º salário dos comissionados pode ser o estopim do colapso que muitos dentro da Câmara já veem como inevitável.
Nos corredores do Legislativo Ludovicense, o diagnóstico é direto: o ciclo político de Paulo Victor está chegando ao fim — e desta vez, sem volta, mesmo pedido ajuda ao governador Carlos Brandão.



