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Mais de 300 comissionados da Casa Civil serão exonerados

Ministro ficha suja diz que medida é início da 'despetização' do governo

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou nesta quarta-feira a exoneração de cerca de 300 servidores comissionados da pasta. Segundo o ministro, o objetivo é iniciar um processo de ‘despetização’. A medida, de acordo com ele, é promover uma “adequação” dos funcionários com o governo Jair Bolsonaro.

“Vamos retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase 14 anos que o PT aqui ficou.”

“Nós vamos despetizar o Brasil”, disse Onyx. “Precisamos ter uma relação zerada. Governo é novo, ou afina com a gente ou muda de casa”.

Para o ministro, a medida deveria ter sido tomada há mais de dois anos, quando o então presidente Michel Temer assumiu o governo após o impeachment de Dilma Rousseff.

De acordo com Onyx Lorenzoni, se o funcionário quiser permanecer na administração pública será avaliado pela atual gestão, período que deve durar duas semanas. “Competência é questão número um. O que nós vamos buscar é retirar desses cargos quem é antagônico ao nosso projeto”, disse.

O ministro informou que o Poder Executivo tem, ao todo, 120 mil cargos comissionados. Nesta quinta-feira, às 9h, está marcada a primeira reunião ministerial do presidente Bolsonaro com a equipe para tratar da reforma administrativa.

Só não explicaram para o novo ministro, que é investigado, que funcionário comissionado tem data de validade em serviço público. A regra é clara, sai o patrão e vão com ele os indicados. Mas Onyx Lorenzoni, querendo aparecer mais que a Primeira Dama do Brasil, quer ser polêmico ao falar bobagens.

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