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Malafaia queria ser vice de Bolsonaro, mas foi barrado pelo Centrão

O "Migueloso" agora vai ter que se contentar em ser cabo eleitoral mais uma vez

O pastor Silas Malafaia, enrolado mais que corda de boi bravo, não será mais o vice de Bolsonaro na disputa pelas eleições de 2022, como vinha comemorando nos bastidores das igrejas dele. O nome do pastor foi barrado pelo Centrão, que deu o apoio ao presidente, mas com algumas exigências.

Uma delas é que o próprio grupo escolha quem irá compor a chapa como vice no ano que vem. Com isso, toda a ala ideológica do bolsonarismo perdeu força, inclusive o líder religioso, que passa o dia todo nas redes sociais pregando a honestidade, mas é investigado pela Polícia.

Embora Malafaia estivesse empolgado, mesmo dizendo o oposto, ele não mostrou a força necessária, até mesmo por não ter credibilidade política, já que lavou as mãos em todas as bacias presidenciais. Sem conseguir aglutinar forças, o pastor acabou perdendo espaço depois de se envolver em briga com ministros.

Diante disso, o próprio Bolsonaro percebeu que não chegaria com apoio numa eleição se fechasse com Malafaia, que tem inimigos dentro e fora das igrejas, por se achar o secretário de Deus.

Mesmo que o líder evangélico tenha ficado chateado, ele garantiu que não irá pular do barco por isso. Mas se Bolsonaro for derrotado, Malafaia amanhecerá na casa do vencedor com suas orações milagrosas. Moro tem feito sinais claros aos pastores, mas ainda não conseguiu atrair a atenção do popstar dos pentecostais.

Para o grupo mais chegado ao presidente, o apoio de Malafaia está garantido nas eleições e não haverá mudanças. Só que os evangélicos não são mais os mesmos de 2018, principalmente aqueles que estão há meses sem comer carne, já que a inflação domina.

Bolsonaro e o vice

Com Malafaia descartado, o Centrão já começou a cogitar alguns nomes para a vice de Bolsonaro. Dois surgem no cenário como possíveis candidatos à vaga por terem exatamente o que o grupo acredita. São políticos respeitados na classe, não ligados a ala ideológica e, um deles tem força de cacique, enquanto o outro tem a religião.

Ciro Nogueira, visto como o ministro que tornou Bolsonaro amigo do Congresso novamente, ganhou força. Ele pode ser o vice dos sonhos porque já é até do PP, partido que terá direito a compor na chapa. Por outro lado, como o DCM antecipou, Fabio Faria corre por fora.
Considerado político tradicional e respeitado, pesa a favor dele o fato de ser evangélico. A definição, no entanto, deve ficar para o ano que vem. O certo mesmo até agora, é que Malafaia não serviu.
Por Daniel Cesar (DCM)
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