MARANHÃO

Márcio Jerry sobe o tom e critica projeto familiar de Brandão para sucessão no Maranhão

Governador Carlos Brandão quer lançar seu "Bebê Reborn" como candidato ao Palácio dos Leões

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) usou o #TBT desta quinta-feira (3) para lançar duras críticas, ainda que indiretas, ao governador Carlos Brandão (PSB). Em uma postagem nas redes sociais, o parlamentar questionou a condução do processo de sucessão ao governo do Maranhão e acusou o Palácio dos Leões de reduzir o debate político a um “projeto familiar”.

A crítica de Jerry ocorre em meio aos movimentos do entorno do governador para viabilizar o nome de Orleans Brandão — sobrinho de Carlos Brandão e atual secretário de Assuntos Municipalistas — como pré-candidato ao governo em 2026. Nos bastidores, o jovem é chamado ironicamente de “Bebê Reborn”, por simbolizar um projeto fabricado dentro do núcleo familiar e sem raízes políticas próprias.

Sem citar diretamente nomes, Márcio Jerry fez um comparativo entre o processo conduzido por Flávio Dino em 2021, quando ainda era governador, e o cenário atual. Segundo o parlamentar, Dino promoveu uma sucessão “republicana, plural e democrática”, envolvendo os principais partidos da base aliada e reunindo pré-candidatos em encontros formais, com transparência e antecedência.

“Foi em colégio de partidos e não em restrita roda de familiares, registre-se!”, disparou Jerry, em tom ácido.

A declaração evidencia o incômodo crescente de lideranças do PCdoB e de outros setores do chamado “grupo dinista”, que alegam estar sendo alijados das discussões estratégicas sobre o futuro político do Maranhão. Para muitos, o governador Brandão estaria centralizando decisões em torno de aliados íntimos, excluindo figuras históricas e partidos que contribuíram para a construção da base de apoio iniciada em 2015.

A postagem de Márcio Jerry também reflete a insatisfação com a forma como Brandão tenta impor Orleans Brandão como sucessor, mesmo diante de uma base fragmentada e em crise de representatividade. A movimentação tem gerado ruídos não apenas no campo político, mas também nas redes sociais, onde a imagem de “herdeiro palaciano” repercute negativamente entre eleitores e lideranças.

Com isso, aumenta a temperatura dentro do grupo governista, que se vê dividido entre os que defendem um debate amplo e os que apostam em uma candidatura construída nos bastidores do Palácio dos Leões. A sucessão de 2026 promete ser, desde já, um campo de batalhas não apenas eleitorais, mas internas.

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