BRASIL

Ministro bolsonarista tentar passar aos maranhenses que foi Bolsonaro que liberou R$ 50 milhões para construção de 2 ferryboats

A verba é um empréstimo do Funda Nacional da Marinha Mercante à empresa Internacional Marítima, de propriedade de Luís Carlos Cantanhede

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, tenta a qualquer custo passar aos maranhenses que o governo Bolsonaro vai mandar construir 2 ferryboats para o Maranhão. Na verdade, na semana passada, a empresa Internacional Marítima conseguiu um empréstimo através do Fundo Nacional da Marinha Mercante, no valor de quase R$ 50 milhões para construção de dois novos ferry-boats que farão a travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense – e vice-versa.

Como a verba pertence ao fundo federal, a liberação do empréstimo, precisaria ter a autorização do Governo Federal, bem diferente do que o ministro bolsonarista tentou passar, com o intuito de ludibriar os maranhenses, principalmente neste período eleitoral.

Os recursos, conforme o jornalista  Gláucio Ericeira já havia adiantado (reveja), são oriundos do Fundo Nacional da Marinha Mercante, verba que só sai dos cofres por empréstimo.

Alguns políticos já tentam gozar com o chapéu de Luís Carlos Cantanhede, dizendo que fizeram articulação através da bancada maranhense em Brasília. Dentre os  os sabidinhos está o senador Roberto Rocha (PTB), que diz ter ido junto ao presidente Jair Bolsonaro (PL), no período em que esteve no Maranhão no mês passado e tratou sobre o tema – reveja e reveja.

Lá o Palácio dos Leões, responsável pelo gerenciamento do sistema aquaviário, que se tornou um caos, tem  informado falsamente de que a União não havia liberado os recursos. Na verdade liberou, mas não foi 0800 como muita gente prega e outras acreditam. A empresa Internacional Marítima vai ter que pagar tudo e só não sabemos o valor do juro cobrado, mas 0800 não foi, isso tenha certeza.

Recentemente, o governo Carlos Brandão (PSB) diz ter gasto a bagatela de R$ 9.148.088,42 para reformar dois ferryboats da empresa Servi-Porto, que está sob intervenção do próprio Estado. Brandão chegou a anunciar a entrega das embarcações, que seria dia 5 de agosto, mas até nada.

Os serviços de manutenção corretiva e reparo da embarcação Baía de São José I foram executados pela empresa Costa Mar Engenharia e Consultoria Naval Ltda, com pagamento feito no valor de mais de R$ 3,5 milhões

Já a embarcação Cidade de Araioses foi reformada pela empresa Internacional Marítima Ltda, que já opera precariamente com ferryboats no sistema de travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense há quase 40 anos. O valor pago foi de mais de R$ 3,9 milhões.

Enquanto isso o Maranhense está sem o dinheiro gasto para a reforma e o baixadeiro sem ferryboat para fazer a travessia. E tome torrar dinheiro público a ponta pé de gato.

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