Motoristas enfrentam até 12 horas de espera para embarcar em ferryboat
Com embarcações fora de operação, usuários relatam longas filas e transtornos nos terminais de Cujupe e Ponta da Espera

Usuários do sistema de transporte aquaviário que liga os terminais de Ponta da Espera, em São Luís, e Cujupe, em Alcântara, continuam enfrentando longas horas de espera para realizar a travessia entre a capital e a Baixada Maranhense. Nesta terça-feira (14), motoristas relataram filas que chegaram a ultrapassar 12 horas de espera, em razão da falta de embarcações disponíveis.
Segundo relatos, caminhoneiros que transportam produtos perecíveis, como frutas e legumes, estão entre os mais prejudicados. A demora na travessia tem provocado perdas financeiras e encarecimento dos produtos nos municípios da região.
O problema, segundo usuários, se agravou após a redução no número de ferryboats operando na linha, o que aumentou o tempo de espera e gerou congestionamentos nos acessos aos terminais. Atualmente, parte das embarcações encontra-se fora de operação.
Na tarde desta terça-feira (14), o deputado estadual Carlos Lula (PSB), integrante da oposição na Assembleia Legislativa, esteve no Terminal da Ponta da Espera e registrou imagens da situação. “Estive na Ponta da Espera para fazer um vídeo sobre o ferryboat que havia encalhado na última semana. Para minha surpresa, a embarcação apresentou novamente problemas nesta terça-feira. Dezenas de pessoas continuam aguardando para seguir viagem”, afirmou o parlamentar em publicação nas redes sociais.
Passageiros também relataram a presença de idosos, crianças e ambulâncias aguardando embarque por longos períodos, em meio ao calor e à falta de estrutura adequada nos terminais. Segundo motoristas, até falta de água no terminais acontece, o que dificulta aos caminhoneiros a tomar banho.
Desde 2022, o sistema de ferryboats do Maranhão tem enfrentado instabilidade operacional, com trocas sucessivas na administração do serviço — que já passou pela MOB, EMAP e atualmente está sob responsabilidade da Secretaria de Governo (Segov). 5Duas embarcações pertencentes à Servi Porto seguem fora de operação, o que reduz a oferta de viagens diárias.
Atualmente, o serviço é realizado por embarcações das empresas Internacional Marítima, Servi Porto e Henvil, responsável pelo ferryboat São Gabriel, que faz apenas três travessias por dia. A redução no número de viagens e as constantes falhas mecânicas têm gerado reclamações de usuários e cobranças por parte de autoridades locais.
Até o momento, o Governo do Maranhão não se pronunciou oficialmente sobre as causas das interrupções nem sobre o prazo para a normalização do serviço. Na verdade, o silêncio é a única forma de ficar neste momento de caos nos terminais.



