BRASIL

Operação da Polícia Federal que desarticulou quadrilha que queria matar Moro já investigava os criminosos há 6 meses

Após a prisão de faccionados, ministro Flávio Dino tentou barganhar dividendos da operação, mas acabou se queimando com a opinião pública

Prisão de membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pela Polícia Federal, deixou o ex-governador do Maranhão afoito, querendo barganhar dividendos da operação, como se fosse dono da ideia. Na verdade, as investigações já ocorriam há pelo menos seis meses. Não começou da noite para o dia.

Durante entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira, 22, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, do PSB, deu detalhes da operação da Polícia Federal que desarticulou um grupo de criminosos ligados ao PCC, que pretendiam tirar a vida do ex-juiz e atual senador da República, Sérgio Moro, do União Brasil.

Segundo Flávio Dino, a Polícia Federal cumpriu uma etapa muito importante no processo, que foi a desarticulação e a prisão deste grupo, evitando que coisas piores pudessem acontecer. Porém, existe outra parte, que é a parte da investigação.

Flávio Dino afirma que, além do senador Sérgio Moro, existia a intenção de executar outros alvos, entre promotores e policiais penais e militares de vários estados, mostrando que não era uma ideia de retaliação, e sim, de intimidação do Estado.

Sobre a fala de Lula contra o senador Sérgio Moro, Flávio Dino afirmou que é impossível vincular um fato a outro, pois os fatos foram em horas destintas, e que esses discursos são de pessoas irresponsáveis, que tentam jogar o debate político brasileiro na lama. E afirmou que não aceitará isso.

“O que o presidente Lula, fez, faz e fará… O que eu faço e farei, é crítica técnica e política a este senhor, que foi magistrado e hoje é sanador. Como ele faz a nós também. O que nós fizemos, cumprindo a lei, foi proteger a vida de nosso adversário. Se nós não tivéssemos agindo, aí sim, poderia haver alguma ilação”, afirmou Flávio Dino.

Ainda de acordo com o ministro da Justiça, a Polícia Federal agiu de modo exemplar, e afirmou que a decisão foi da própria direção da Polícia Federal e que todos no órgão sabem disso.

“É repugnante essa ação política desta extrema direita, desvairada, aloprada, querendo, neste momento, desqualificar o trabalho sério da Polícia Federal, que devem em verdade ser homenageado. Trabalho esse que, graças a Deus, salvou a vida do senador Sérgio Moro”, concluiu Flávio Dino.

Por Folha do Maranhão

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