MARANHÃO

Possível interferência de Eduardo Nicolau coloca sob suspeita atuação do GAECO em Paço do Lumiar

Eduardo Nicolau ficou visado pelos maranhenses desde o período que teria afastado Lítia Cavalcante das infestigações dos Ferryboats

Caiu como uma bomba a matéria publicada na quarta-feira (05), no blog Morango do Nordeste destacando a nomeação de Antônio Luís Rodrigues Costa, o Cocóia, primo do procurador geral de Justiça – Eduardo Nicolau, que deixará o cargo no próximo dia 15 de junho. Além do racha interno, a declaração de um membro do Colégio de Procuradores, que pediu reservas, colocou em xeque a atuação do Grupo de Combate ao Crime Organizado – GAECO, em Paço do Lumiar.

“Nicolau teria sido um dos principais mentores da trama contra a prefeita Paula Azevedo. Sabes porque a investigação está em segredo de Justiça? Exatamente para que as pessoas não tenham acesso e saibam as arbitrariedades e abusos que estão cometendo em nome da “moralidade”. Como uma pessoa prega uma coisa e faz outra? Esse é Nicolau. Durante todo o tempo, o primo Luís Alfredo atua como assessor especial de Nicolau. Será que podemos devassar a Casa dos outros quando temos fragilidades na nossa? Sei muito bem como funciona as entranhas da PGJ. Tudo isso foi feito não para ajudar a população, mas para fortalecer um grupo que usa “decisões judiciais” para oprimir e implantar sua ditadura com atuação em todos os Poderes”, publicou o blog (www.blogmorangodonordeste.com.br).

ENTENDA O AFASTAMENTO

Partiu do Gaeco o pedido de afastamento da prefeita Paula Azevedo, no Procedimento Criminal- PIC que investiga as empresas T&V Comércio e V E Rocha Ferreira. As pessoas jurídicas investigadas forneceram materiais permanentes e aparelhos de ar condicionados e ventiladores no âmbito da SEMED e SEMUS.

Ocorre que no curso das investigações, muitos atos “pitorescos” dos integrantes do Parquet Estadual chamaram atenção, entre eles, as repetidas inspeções e vistorias nos mesmos locais, inclusive no período noturno (19h), ou seja, fora do horário regular de trabalho.

Muito embora o GAECO tenha uma notável atuação desde a criação, em Paço do Lumiar, a matéria induz a uma possível interferência de Eduardo Nicolau, que culminou com a nomeação do primo. Nos quatros cantos do Estado, fala-se de união de vontades em prol de um único objetivo, afastar a prefeita, empossar o vice e, assim, pela via reflexa, possivelmente beneficiar o pré-candidato Fred Campos, que conta com o apoio do Palácio dos Leões.

HISTÓRICO COMPLICADO

Para quem não sabe, Cocóia é uma figura bastante conhecida. Quando diretor da Câmara de Vereadores de São Luís, ele foi um dos principais suspeitos no escândalo financeiro com empréstimos e possível agiotagem, junto à ex-gerente do Banco Bradesco, Raimunda Célia. Assim que percebeu que a bomba iria estourar, ele tratou de pedir demissão e sumiu do mapa por um tempo.

Como um bom astuto, Cocóia reapareceu do nada na cidade de Açailândia, onde, sob a gestão da então prefeita Gleide Lima Santos, firmou contratos milionários suspeitos de superfaturamento. E agora, para a surpresa de ninguém, ele desembarca em Paço do Lumiar para ser o chefe de gabinete do interino Inaldo Pereira.

Será que Cocóia encontrou mais uma mina de ouro? Em poucas horas de gestão, já deu para entender que a ‘nova administração’ veio com muita sede e pode sugar os recursos do município e jogar Paço do Lumiar no fundo do poço.

RELAÇÕES POLÍTICAS 

A vitória de Azevedo na queda de braço para a realização do show no aniversário de 63 anos da cidade em janeiro deste ano e o sonho de ser candidato a prefeito de São José de Ribamar, seriam as razões para tamanho rancor e possível interferência de Eduardo Nicolau.

Após vir à baila o material, que abalou às estruturas do MPE, entendeu—se as razões de um número considerável de representantes da cidade balneária na posse de Inaldo Pereira, na segunda-feira (03), entre eles, o vice prefeito Júnior Lago, que assim como o anfitrião, nutri o sonho de derrubar Julinho Matos, e que também é ligado ao Chefe da PGJ.

SEGREDO DE JUSTIÇA 

Essa investigação continua sob segredo de justiça, razão pela qual poucas informações podem ser levadas ao público, entretanto nos corredores do Tribunal de Justiça é dado como certo que em mais de um ano de investigação, Paula Azevedo não teria sido ouvida.

A inexistência de testemunhas que mencionem o nome da gestora e a imposição legal que retira da prefeita a condição de ordenadora de despesa seriam outras das muitas fragilidades na investigação. O certo é que tão logo essa peculiaridade seja afastada, já que a publicidade é a regra processual, resguardadas algumas exceções, mais detalhes serão apresentados.

Diante da grave denúncia, o espaço se encontra aberto para os esclarecimentos devidos e oportunos do Procurador Geral – Eduardo Nicolau para que se pronuncie sobre a possível interferência e atuação do GAECO.

Por Maranhão de Verdade

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