SÃO JOSÉ DE RIBAMAR-MA

Primeira-dama de São José de Ribamar expõe despreparo e intolerância ao atacar aliados de Dr. Julinho

Aos gritos, Gilvana Duailibe mostra que entre o marido e o poder, prefere o segundo

A política de São José de Ribamar sempre foi um cenário de reviravoltas e alianças instáveis, mas a primeira-dama Gilvana Duailibe resolveu elevar o caos a um novo patamar. Em vez de ser ponte entre o prefeito Dr. Julinho e os aliados, Gilvana parece ter assumido o papel de aríete, atropelando qualquer um que se interponha entre ela e o que realmente parece almejar: o poder.

Durante um evento voltado à causa LGBTQIA+ — cujo espírito é paz, inclusão e respeito —, Gilvana subiu ao palco e fez o que ninguém esperava (ou o que muita gente já previa): metralhou os próprios aliados do prefeito, com discursos inflamados e ataques gratuitos. Sobrou até para os vereadores Bráulio e Laís Alencar, alvos de críticas públicas sem explicação clara, como se fossem inimigos declarados da gestão. O evento, que deveria celebrar diversidade, virou palco de um espetáculo de descontrole político.

Do gabinete ao palanque, a derrocada da articulação

Gilvana Duailibe demonstrou, mais uma vez, que não entendeu seu papel institucional como primeira-dama. Sem roteiro, sem preparo e sem articulação, atua mais como uma peça solta — ou pior: uma peça usada — no jogo de poder do grupo comandado pelo cunhado Natércio Santos, que há tempos tenta minar a base de sustentação de Julinho. Veja abaixo o vídeo com a fala da Primeira Dama.

A primeira-dama, envenenada pelas ambições do cunhado, parece ter assumido uma cruzada pessoal: fragilizar a gestão do próprio marido para facilitar a ascensão de Natércio. E o mais grave: ela o faz sem nenhum senso político, atropelando aliados e confundindo o eleitorado sobre quem é base e quem é oposição.

O poste que late, morde e quer liderar a matilha

Em Ribamar, o ditado se inverteu: o poste não só mija no cachorro, como também late, morde e tenta comandar a matilha. A primeira-dama vem acumulando episódios de descontrole, declarações agressivas e um comportamento que beira o autoritarismo — tudo isso em nome de um projeto pessoal e familiar de poder, ainda que à custa da estabilidade política da própria gestão Julinho.

A pergunta que paira no ar é: Gilvana Duailibe virou líder da oposição ao marido? Porque na prática, tem agido como tal. Se o objetivo do grupo de Natércio Santos era desestabilizar Julinho por dentro, o plano segue à risca — e com a anuência da primeira-dama.

Crise interna escancarada

Para os mais atentos, o episódio não surpreende. A aproximação cada vez mais explícita entre Gilvana e Natércio já vinha gerando ruídos dentro e fora da administração. Agora, com ataques públicos a aliados e um discurso agressivo e descoordenado, a primeira-dama reforça que não se trata mais de divergência interna — é sabotagem institucional.

Julinho precisa decidir se vai continuar fingindo que o problema é externo ou se vai encarar o incêndio dentro de casa. Porque se a primeira-dama continuar agindo como chefe da oposição, não haverá gestão que resista, mesmo que o prefeito venha fazendo um grande trabalho.

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