ELEIÇÕES

Vereador Francisco Chaguinhas fala sobre transparência nas eleições

O parlamentar do Podemos mais uma vez defendeu o voto impresso auditável

Em discurso realizado na manhã desta terça-feira (10), o vereador Francisco Chaguinhas (Podemos), voltou a defender que as eleições de 2022 tenham o voto impresso como forma adicional de auditar o pleito. A defesa foi feita no pequeno expediente durante sessão ordinária na Câmara Municipal de São Luís.

O parlamentar, entretanto, garantiu respeitar a decisão sobre voto impresso, mas destacou que não iria aceitar se a proposta fosse rejeitada durante votação no Congresso. Só que a Câmara Federal acabou derrubando a PEC, que foi arquivada e não entrará mais em pauta antes do pleito de outubro de 2022.

“O deputado federal que não quiser votar no voto impresso se respeita, mas como conservador não posso aceitar. Portanto, como conservador e integrante da direita no Brasil, temos que primar pela transparência e fortalecimento da democracia”, afirmou o vereador em pronunciamento no Plenário. É válido lembrar, que apenas 4 deputados federais do Maranhão votaram a favor do voto impresso.

É a segunda vez que Chaguinhas ocupa a tribuna em menos de dois dias para defender uma auditagem “mais transparente” do voto nas eleições.

Na sessão da última segunda-feira (9), ele lamentou a pouca repercussão do tema na capital e voltou a manifestar sua defesa. “Não podemos fechar os olhos para uma discussão que é pertinente, o voto auditável será mais uma camada de transparência que o eleitor terá”, declarou o experiente vereador de São Luís.

Entenda a polêmica

Passados 25 anos da estreia das urnas eletrônicas nas eleições brasileiras, o uso dessas máquinas está novamente em pauta. A discussão foi puxada pelo presidente Jair Bolsonaro, que acusa o modelo de não ser confiável e alega que houve fraudes na votação de 2018, a mesma em que ele se elegeu.

A PEC 135/2019, de autoria da deputada federal governista Bia Kicis (PSL-DF), teve como relator o deputado Filipe Barros (PSL-PR), ambos integrantes da base bolsonarista. Barros apresentou seu parecer, favorável à aprovação da PEC, mas a comissão especial acabou reprovando.

Apesar de o texto ter sido rejeitado no colegiado, a proposta foi discutida no Congresso na tarde/noite desta terça-feira (10), e mais uma vez foi rejeita, desta vez no plenário.

Por Câmara Municipal SLZ

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