POLÍTICA

Vereador pede impeachment contra Prefeito do RJ

Pedidos só poderão ser analisados quando os parlamentares voltarem do recesso, no fim do mês

Rio RJ– A Câmara dos Vereadores do Rio protocolou, na manhã desta segunda-feira, o primeiro pedido de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (PRB) por “crime de responsabilidade”. O pedido foi protocolado pelo vereador Átila Nunes (MDB). PSOL e PSDB já haviam anunciado a intenção de também protocolarem pedidos semelhantes ainda nesta segunda-feira. Os pedidos só poderão ser analisados quando os parlamentares voltarem do recesso, no fim do mês, ou se aceitarem suspender o recesso para debater o problema.

“Amigos, às 9h40 desta segunda-feira dei entrada no pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella no protocolo da Presidência da Câmara Municipal. É o primeiro pedido de impeachment embasado juridicamente. Agora, pela primeira vez, poderá ser aberto o processo de afastamento de Crivella por crime de responsabilidade e infração político-administrativa”, escreveu Átila Nunes em sua página no Facebook.

Além disso, parlamentares do PSOL apresentaram uma representação no Ministério Público do Estado (MP-RJ) contra Crivella, bispo afastado da Igreja Universal, por improbidade administrativa. Os deputados estaduais Marcelo Freixo e Flávio Serafini, com os vereadores Tarcísio Motta, Renato Cinco, Paulo Pinheiro, Brizola Neto e Babá, se reuniram com o procurador-geral Eduardo Gussem por vinte minutos antes de protocolarem a representação.

Os parlamentares acusam Crivella de oferecer facilidades a pastores e fiéis de sua igreja no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e no pagamento de impostos em reunião fechada na semana passada. Além disso, pedem que seja investigado o uso de um bem público, o Palácio da Cidade, sede da Prefeitura, para campanha eleitoral na mesma ocasião.

“É necessário que o Ministério Público se posicione sobre aquela absurda reunião do Marcelo Crivella que, de forma flagrante, cometeu crime eleitoral ao fazer campanha em um espaço público antes da hora, como também ofereceu vantagens para que pessoas pudessem furar a fila do sistema de regulação e ter acesso a cirurgias antes da hora”, afirmou o vereador Tarcísio Motta, líder da bancada do PSOL na Câmara, antes da reunião. “Isso é inadmissível pois fere um dos preceitos mais básicos da República, o da igualdade. O prefeito não pode favorecer um grupo de amigos e aliados.”

Na última sexta-feira, o MP-RJ já havia informado que pretendia investigar as circunstâncias da reunião.

Indagada sobre o pedido de impeachment, a Prefeitura do Rio enviou a mesma nota usada desde a semana passada (leia na íntegra).

“A Prefeitura do Rio informa que a reunião teve como objetivo prestar contas e divulgar serviços importantes para a sociedade, entre eles o mutirão de cirurgias de catarata e o programa sem varizes. A Prefeitura conta, inclusive, com o apoio dos meios de comunicação para ampliar essa divulgação.

Esclarece ainda que não há qualquer irregularidade o prefeito indicar uma assessora para que a população possa tirar dúvidas sobre como ter acesso aos serviços prestados pela Prefeitura, não tendo havido preterição no atendimento ao público.

Vale ressaltar que, desde o início de sua gestão, o prefeito Marcelo Crivella já recebeu os mais diversos representantes da sociedade civil, para tratar dos mais variados assuntos, tanto em seu gabinete quanto no Palácio da Cidade.”

Fonte: O Dia

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