Vitória de Braide nas urnas teve dois objetivos: mostrar importância de isolar aliados e criar novo cenário político no Maranhão
Prefeito de São Luís foi reeleito com 70% dos votos e recebeu uma credencial da poupulação para quem sabe ser candidato ao governo em 2026

Todo mundo sabe que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide sempre gostou de ser tratado com o ser mais importante da terra. Desde sua era na Caema, ele ainda jovem, adorava ser idolatrado por servidores e membros da imprensa. Quem ousava fazer diferente, entrava para uma lista negra, que até hoje existe. Rancoroso e prepotente, ele nunca tolerou alguém confrontar suas ideias ou comandos.
Quando deputado estadual, sempre foi avesso às críticas, mesmo gostando de criticar seus oponentes. Na verdade, as atitudes de Braide mostram nitidamente que seu maior sonho seria fazer o que seus adversários faziam ou fazem. Na Assembleia Legislativa do Maranhão, Braide chegou a ser líder do governo Flávio Dino, mesmo sendo de uma família sarneysista. Quando deixou de puxar saco de Dino na Alema, passou a criticá-lo com sangue nos olhos. E foi na tentativa de “combater” as atrocidades de Flávio Dino, que Braide se tornou o novo popstar da política maranhense.
Ao se tornar prefeito em 2020, Braide colocou em prática tudo aquilo que tinha de pior na sua alma política, fazendo o contrário do que havia prometido a eleitores e aliados. Bastou assumir a Prefeitura de São Luís em janeiro de 2021, Braide já não era mais o político das reuniões, do diálogo e passou a “binar” vereadores aliados e só atendia secretários quando estava fora de seu período lunar. Chegou a deixar seu amigo e aliado Edilázio Jr esperando por quase 8h e depois mandou remarcar o encontro para uma outra data. Tentou fazer o mesmo com o deputado federal Aluísio Mendes, mas acabou pegando em “fio pelado”, e deve ter se arrependido de vestir calça.
Eduardo Braide isolou Câmara e Vereadores de uma só vez, quebrando velho padrão do toma lá-dá-cá, modus operandi usado por muitos líderes políticos no Brasil. Apanhando na imprensa convencional e difital, Braide usou suas redes sociais para dialogar diretamente com seu eleitor, mostrando a cereja do bolo e fazendo com que a população acreditasse que mora na melhor cidade do mundo. A tática deu certo, hoje Braide tá reeleito e a população permanece humilhada e mendigando por um serviço público de qualidade em São Luís
Durante seus quase 4 anos de gestão Eduardo Braide mostrou aos desinformados internautas, que não precisa dos vereadores, nem da imprensa, e muito menos da “tradicional classe política”, que ele batizou de “viciados” para fazer uma gestão meia boca com casa de nota 10. Basta maquear e colocar no Instagram, povo acredita e passa a defender com unhas e dentes.
Sem concorrente de peso na disputa pela Prefeitura de São Luís, Braide venceu a eleição com mais de 70% dos votos no último dia 06 de outubro, e ainda se agigantou visando o Palácio dos Leões em 2026. Mesmo com uma gestão cheia de escândalos envolvendo possíveis atos de corrupção, com casos emblemáticos divulgados na imprensa nacional, ainda sim, os ludovicenses acreditam na magia da honestidade de um homem que é investigado pela Polícia Federal na famosa “Máfia de Anajatuba”.
A prova cabal de grandes escândalos na gestão Braide foram as demissões de servidores simplesmente para tirar o seu da reta e se colocar como bom moço perante a opinião pública. Na rede social, ele apresentava diariamente uma peça teatral, que enganou muita gente, inclusive os mais humilhados da capital maranhense. Os que mais sofrem em busca de um serviço público de qualidade, foram os primeiros a defenderem: pagaram para serem enganados por mais 4 anos.
MORTOS POLITICAMENTE PELA MALDADE DE BRAIDE
Entre os vereadores mortos politicamente pela arma letal de Braide estão o jornalista Marcial Lima, Francisco Chaguinhas, Álvaro Pires, Umbelino Júnior, Karla Sarney, Gutemberg Araújo e Silvana Noely. Segundo fontes, o Prefeito de São Luís planejou sufocar eles, principalmente Marcial e Chaguinhas, que haviam sido aliados, mas romperam meses depois da posse. Chaguinhas ainda voltou para os braços de Braide, mas a confiança já havia sido abalada. Marcial, se manteve firme e mesmo assim, teria entrado na lista negra do prefeito da capital maranhense.
Teriam escapado da pólvora de Braide, Daniel Oliveira (líder do governo), Marcos Castro e Dr Joel Júnior, esses graças aos Leões, segundo fontes do G7. De acordo com fontes ligadas ao Palácio dos Leões, Joel, Daniel e Marcos teriam descoberto uma suposta trama de Braide para desestabilizar os três e posteriomente tir-alos da disputa, dando suporte aos “novos aliados” na tentativa de renovar seu grupo. Sem muito tempo e pouca estrutura de campanha, o trio aliado a Braide teria pedido bênçãos ao Presidente da Câmara, Paulo Victor para tentar salvá-los de uma eminente derrota nas urnas: o plano deu certo e os três foram eleitos.
PREFERIDOS DE BRAIDE
Entre os preferidos do coração de Braide estavam Clara Gomes, Aléx Paiva, João do Som e Douglas Pinto, além dos buchas da chapa que foram contemplados com fundo partidário com valores que variam entre R$30 mil e R$50 mil de acordo com a grandeza do bucha.


