MARANHÃO

Assembleia Legislativa vai credenciar imprensa para sessão solene em homenagem a José Sarney

A entrega das credenciais será nesta terça-feira (dia 18/06), das 9h às 15h, no Complexo de Comunicação da Alema

A Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa está credenciando os profissionais de imprensa para cobertura da sessão solene em homenagem ao ex-presidente da República e escritor José Sarney, de 94 anos, que receberá a Medalha do Mérito Legislativo “Manuel Beckman”, a mais alta honraria do Poder Legislativo, nesta quarta-feira (19), às 10h, no Plenário Nagib Haickel, da Alema.

Antes da sessão solene, será realizada entrevista coletiva, no hall do Plenário.

Período de credenciamento:
Desta sexta-feira (dia 14) até as 10h da segunda-feira (dia 17 de junho)

Número de profissionais a serem credenciados:
– TVs (1 repórter, 1 cinegrafista, 1 auxiliar)
– Rádios (1 repórter)
– Jornais (1 repórter e 1 fotógrafo)
– Sites (1 profissional)
– Blog (1 profissional)

Como fazer:

Veículos de imprensa devem enviar solicitação com nome do profissional que fará a cobertura para o e-mail da Comunicação da Assembleia (alemacomunica@gmail.com) ou via WhatsApp (98 98111-8810).

Data e local da entrega das credenciais:

Nesta terça-feira (dia 18/06), das 9h às 15h, no Complexo de Comunicação da Alema (Cohafuma) – com Ana Maria Serra.


ATENÇÃO:

Somente cinegrafistas credenciados por veículos terão acesso ao plenário, em área  delimitada

A HOMENAGEM

A sessão solene de entrega da Medalha do Mérito Legislativo “Manuel Beckman” a José Sarney é fruto de proposição do deputado Roberto Costa (MDB). O ato será conduzido pela presidente do Parlamento Estadual, deputada Iracema Vale (PSB).

A homenagem também será marcada pela exposição “Hoje é Dia de… José Sarney”, realizada em parceria com a Fundação da Memória Republicana e composta por painéis que retratam capas de obras essenciais do autor, trechos desses títulos e críticas de destaque através dos tempos.

A exposição será instalada no hall de entrada do Plenário Nagib Haickel e destacará parte da produção literária do imortal membro das Academias Brasileira (ABL) e Maranhense de Letras (AML). José Sarney é autor de 120 obras, entre as quais “Norte das águas (contos, 1969), “Marimbondos de fogo” (poesia, 1978), “Sexta-feira, Folha (crônica, 1994), “O dono do mar” (romance, 1995), “Saraminda” (romance, 2000) e “A duquesa vale uma missa” (romance, 2007).

Na área política, também ocupou os cargos de deputado federal, governador do Maranhão, vice-presidente da República e senador.

SAIBA MAIS


Trajetória de José Sarney

José Sarney de Araújo Costa é advogado, nascido na cidade de Pinheiro (MA), em 24 de abril de 1930. Filho de Sarney de Araújo Costa e de Kiola Ferreira de Araújo Costa. É casado com Marly Macieira Sarney, com quem tem três filhos
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Maranhão (1953).
Ingressou na Academia Maranhense de Letras (1953).
Entrou para a vida política em 1954.
Oficial judiciário e diretor da Secretaria do Tribunal de Justiça do Maranhão. Professor da Faculdade de Serviço Social da Universidade Católica do Maranhão (1957).
Elegeu-se suplente de deputado federal pelo Partido Social Democrático (PSD), assumindo o mandato em 1956 e 1957.
Presidente da União Democrática Nacional – UDN/MA (1958-1965).
Deputado federal pelas Oposições Coligadas, legenda integrada pela UDN, Partido Democrata Cristão – PDC e Partido Republicano – PR (1959-1966).
Vice-líder da UDN na Câmara dos Deputados (1959-1960). Vice-presidente nacional da UDN (1961-1963).
Com a extinção dos partidos políticos e a imposição do bipartidarismo pelo AI-2, em 27 de outubro de 1965, ingressou na Arena, partido de sustentação do regime militar. Elegeu-se governador do Maranhão (1966-1970).
Senador pela Aliança Renovadora Nacional – ARENA/MA (1971-1979).
Presidente do Instituto de Pesquisas e Assessoria do Congresso – Ipeac (1971-1983). Tornou-se presidente da Arena em 1979 e, no ano seguinte, com a instalação do pluripartidarismo, do Partido Democrático Social (PDS). Vice-líder da maioria no Senado (1978-1979).
Um dos fundadores do Partido Democrático Social – PDS (1979) e senador por essa legenda (1979-1985). Presidente da Comissão Diretora Nacional Provisória do PDS (1980).
Presidente nacional do PDS (1980-1984).
Em 1980, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1984, juntamente com outros dissidentes do PDS, passou a integrar a Frente Liberal, que o lançou como vice-presidente da República na chapa de Tancredo Neves, do PMDB, tendo sido eleito pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985.
Assumiu interinamente a presidência, em 15 de março de 1985, em virtude da doença de Tancredo Neves e, com a morte de Tancredo, em 21 de abril, foi efetivado no cargo.
Após o término de seu mandato presidencial, elegeu-se duas vezes senador pelo estado do Amapá (1991 e 1999). Presidente do Senado no período de 1995 a 1996 e 2003 e 2004.

Principais obras:
A Canção Inicial (1952, poesia)
A pesca do curral (ensaio, 1953)
A canção inicial (poesia, 1954)
Norte das águas (contos, 1969)
Marimbondos de fogo (poesia, 1978)
O parlamento necessário (1982, discursos, 2 volumes)
Falas de bem-querer (1983, discursos)
Dez contos escolhidos (1985)
Brejal dos Guajas e outras histórias (1985)
A palavra do presidente (1985-1990, discursos, 6 volumes)
Sexta-feira, Folha (1994, crônica)
O dono do mar (romance, 1995)
Mercosul, o perigo está chegando (1997, geopolítica)
Amapá, a Terra onde o Brasil começa (1998, história)
A onda liberal na hora da verdade (1999, crônica)
Saraminda (romance, 2000)
Saudades mortas (poesia, 2002)
Canto de página (2002, crônica)
Crônicas do Brasil contemporâneo (2004, 2 volumes)
Tempo de pacotilha (2004)
20 anos de democracia (2005, discursos, 2 volumes)
20 anos do Plano Cruzado (2006 discursos)
Semana sim, outra também (2006, crônica)
A duquesa vale uma missa (romance, 2007)
Maranhão – sonhos e realidades (romance, 2010)
Galope à beira-mar: Casos e acasos da política e outras histórias (memórias, 2018)

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