ARTIGO

Câmara e Senado: Casa de leis ou abrigo de marginais?

As Casas Legislativas mais respeitas do Brasil passaram a abrigar racistas, preconceituosos e homofóbicos

Um país administrado por pessoas com ideias doentias, ações extremistas e reacionárias jamais dará certo. O Brasil está caminhando a passos largos para viver, infelizmente, esse dilema triste. Quem está no poder, faz chacota de quem perdeu. Quem perdeu, tenta atrapalhar qualquer projeto de desenvolvimento para o país. E assim, os brasileiros pagam caro, inclusive os salários de senadores, deputados, presidente da República, ministros e uma centena de parasitas dependentes do dinheiro público.

Senado e Câmara Federal, passaram a abrigar “facções” formadas por racistas, preconceituosos e homofóbicos. Algumas dessas facções ainda possuem membros que compartilham ódio, outras fake news, existem aquelas que tentam lacrar adversários, e na grande maioria, as que torram dinheiro público com a promessa de trabalhar pelo país, mas na verdade estão simplesmente angariando capital já pensando na reeleição. Com a era da internet, muitos parlamentares surgiram do nada para nada.

Na Câmara temos a bancada da bala, bancada do agro, bancada evangélica, bancada das minorias, mas ninguém representa os menos favorecidos (classe pobre). Na verdade, todos estão ali lutando para não perderem o mandato, já que a grande maioria tem treta na justiça e caso não seja reeleito, a cadeia é logo alí.

No Senado não é diferente, a Casa Alta mais protege os parlamentares que a população brasileira. Por lá, tem senador que mesmo com salário de menos de R$40 mil reais, consegue comprar mansão de R$6 milhões de reais. Nunca foi investigado, já que se mexer em um, pode espalhar merda no ventilador dos demais treteiros.

Na Câmara tem parlamentar gastando R$150 mil com limpeza de dentes em cidade que nem clínica dentária tem. Existe quem abasteça uma tonelada de combustível de uma só vez em seu carro, outros que abastecem de 1h em 1h no mesmo posto, mas o poder investigador jamais se pronunciou sobre esse tipo de aberração.

Ah, tem parlamentar que toma café em sua terra natal pela manhã, almoça em Brasília e janta em seu estado, simplesmente porque possui um cartão de crédito para pintar e bordar com dinheiro público comprando passagem de avião sem sequer perguntar o preço do bilhete.

O trabalhador normal, aquele que paga todas essas mordomias aos “faccionados parlamentares”, é obrigado a viver com um miserável salário, pagar impostos ao governo, aguardar 90 dias para conseguir uma consulta no serviço público e ter o desprazer de saber que banca mordomias a políticos, muitos ficha suja protegidos por leis criadas por eles mesmos.

O remédio para isso seria um dia, o brasileiro deixar de vender seu voto, parar de reeleger velhas raposas e eleger homens e mulheres com ideias revolucionárias, sem conchavos com políticos criminosos e ficha limpa. Enquanto o brasileiro continuar votando em filhos, netos, noras, sogras, esposas, maridos ou parentes de velhos políticos, o Brasil continuará lascado, como bem disse Gil do Vigor.

Somos mais de 200 milhões de brasileiros, a grande maioria apenas serve para votar. Muitos passam 4 anos reclamando, chorando, lamentando, mas dia da eleição cometem os mesmos erros, muitas vezes votando nas mesmas figuras de sempre.

É necessário que todos pensem em um país igualitário, como saúde de qualidade para todos, escolas com ensino de qualidade, transporte público de qualidade, estradas impecáveis, universidades públicas para todos, sem distinção de classe social, estado ou região.

É claro que jamais vou generalizar. Ainda existem parlamentares bons, comprometidos nessas duas casas legislativas que fazem o que regem as leis, mas infelizmente é minoria. Estão ali apenas para complementar a bancada. Essa minoria não tem vez e muito menos voz.

Errar é humano, mas permanecer no erro, é gostar de sofre…

Por João Filho – jornalista, radialista e pesquisar.

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