POLÍTICA

Carta aberta publicada por Flávio Dino não condiz com a realidade

Governador do Maranhão mostra um Estado que os maranhenses não conhecem

O governador Flávio Dino, através de uma rede social, divulgou uma “carta ao povo do Maranhão”. Em um tom de despedida, Dino destacou as principais ações de sua gestão e a transformação que ele diz ter feito no Maranhão ao longo dos últimos sete anos. Dino só não cita as mazelas, os escândalos e a defasagem dos índices que elevam o Maranhão as últimas posições.

Flávio Dino deixará o comando do Palácio dos Leões na próxima quinta-feira (31/03), para poder disputar a eleição para o Senado da República no mês de outubro. Dino corre o risco de cair no esquecimento e ser apenas lembrado pelas coisas ruins, como reajuste de impostos para gás, combustíveis, IPVA e tantos outros, além de tomar motos e carros de pobres. O vice-governador Carlos Brandão (PSB) assumirá o posto em definitivo, mas segundo fontes ligadas ao Palácio dos Leões, Dino não entregará a caneta BIC.

No documento, o govenador destacou os investimentos em diversos setores da administração pública e falou sobre os inúmeros desafios encontrados ao longo do caminho. Veja abaixo a carta publicada por Flávio Dino.

“No dia 1º de janeiro de 2015, pela vontade de Deus e da população do nosso estado, assumi o comando de um barco chamado Maranhão, embasado em uma vida comprometida com as causas do progresso, da dignidade e da justiça social. Uma embarcação carregada de sonhos, ideias e planos para um Maranhão forte, altivo, orgulhoso de si próprio e de suas pessoas. Este barco, como todos testemunhamos, não pôde navegar em águas calmas. Pelo contrário, sempre enfrentamos grandes ondas, tsunamis, imprevisibilidades, algumas absolutamente inimagináveis”, escreveu. 

Dino ainda enfatizou que os sonhos dos maranhenses e a vontade de mudar realidades foram os principais combustíveis para continuar construindo uma verdadeira transformação no estado.

“Escolas de taipa e sucateadas, filas de ambulâncias para São Luís – à vista da falta de hospitais regionais – cenários de guerra nas penitenciárias, filas e mais filas para ter acesso a um direito básico, como tirar uma carteira de identidade. Tudo isso, progressivamente, faz parte do passado. O Maranhão que guiamos investiu R$ 10 bilhões em estradas, hospitais e escolas, que possibilitaram abrir avenidas de oportunidades para os maranhenses”, pontuou, sem fazer referência ao Programa Saúde é Vida, da gestão que o antecedeu e construiu uma rede de mais de 70 hospitais [regionais e macrorregionais] em todo o Maranhão”, pontuou.

O governador ainda falou da ampliação da rede de Restaurantes Populares. O Maranhão tem 85 Restaurante Populares, a maior rede do país e um dos principais equipamentos de combate à fome.

Sobre a pandemia de Covid-19, Flávio Dino lembrou que o Maranhão é o estado com a menor taxa de óbitos pela doença no Brasil, devido à descentralização da rede hospital estadual.

“Com muito esforço e trabalho sério, somos o estado que melhor combateu a pandemia, e temos a menor taxa de óbitos do país. Isso só foi possível porque, ao longo de todos esses anos, investimos fortemente na saúde, descentralizando os serviços e abrindo novas unidades por todo o estado”, detalhou.

Dino finalizou com uma mensagem de continuidade de trajetória política e de agradecimento ao estado.

Sou muito grato por tudo que vivi à frente do Governo do Estado, por todos os sonhos que realizamos, por toda dor que conseguimos amenizar ou resolver. Esse barco ainda tem muito a navegar. Estou saindo da cabine de comando, mas continuo na luta, junto com todos e todas, para que ele chegue sempre em um bom porto. Mesmo que esse bom porto seja uma utopia, porque o nosso destino é continuar navegando. Navegar é preciso. Obrigado, Maranhão”.

Leia a carta completa AQUI… 

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