JUSTÍÇA

Deputado Josivaldo JP tem contas desaprovadas pela Justiça Eleitoral

Ele foi reeleito com quase 80 mil votos, sendo a surpresa desta eleição

A Justiça Eleitoral, através de parecer técnico conclusivo, solicitou a desaprovação da prestação de contas do deputado federal reeleito Josivaldo JP (PSD). JP que havia recebido pouco mais de 20 mil votos em 2018, mais que triplicou sua votação em 2022, o que levanta suspeita da justiça eleitoral e da população maranhense.

O documento, assinado pelo procurador do Ministério Público Eleitoral (MPE), Hilton Melo, apontou falhas na apresentação dos gastos de campanha suficientemente capazes de colocar em dúvida a regularidade da aplicação dos recursos.

Uma das controvérsias sinalizadas pelo procurador foi no valor de R$ 409.750,00, apontado como “despesa com pessoal”, quando deveria ter sido registrado como despesa com militância e mobilização de rua.

Houve ainda, de acordo com o declarante, a confecção de camisas que foram utilizadas pelo pessoal da militância não remunerada, com custo no valor de R$ 18.500,00, contrariando o art. 18 da Resolução TSE nº 23.610/2019, que veda, na campanha eleitoral,“confecção, utilização, distribuição por comitê, candidata, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou
quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem a eleitora ou eleitor”.

Outros R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) foram empregados em serviços advocatícios e de contabilidade durante a campanha, mas as notas fiscais referentes aos gastos não foram apresentadas.

Por fim, a justiça observou discrepância no valor despendido com impulsionamentos em redes sociais (R$ 45.019,69 em duas notas apresentadas), quando o informado foi o valor de R$ 45.000,00.

Algo de errado não está certo, e isso mostra que o Fundo Partidário é uma verba usada de forma criminosa, sem respeito ao contribuinte, supostamente para comprar mandatos eletivos na maior cara de pau e depois usar de palavras doces para agradecer votos “consciente”.

E como sempre, na grande maioria, os candidatos sempre tem um jeitinho brasileiro para tentar driblar a justiça. A tentativa de trambicagem já começa na declaração de bens, onde ricos fingem ser pobres.

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