ALEMA-MA

Empresário Hyan Alfredo, alvo da Operação Tântalo II, recebia quase R$ 20 mil da Alema como assessor do deputado Segundo

Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva foi nomeado em julho de 2024 e exonerado em 23 de dezembro, um dia após operação do Gaeco em Turilândia-MA.

O Portal G7 segue aprofundando as investigações jornalísticas sobre pessoas apontadas como integrantes de um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia, na Baixada Maranhense. Nesta segunda-feira (12), a reportagem revelou que o empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva, alvo da Operação Tântalo II, ocupava cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), onde recebia salário mensal de quase R$ 20 mil. Com a repercussão da matéria, novos fatos vieram à tona nesta terça-feira (13).

Após ser alvo da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, Hyan Alfredo — que é esposo da vice-prefeita de Turilândia, Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça — foi exonerado do cargo de Técnico Parlamentar Especial da Assembleia Legislativa.

Documentos obtidos com exclusividade pelo Portal G7 mostram que Hyan Alfredo estava lotado no gabinete do deputado estadual João Batista Segundo (PL), parlamentar que representa a região da Baixada Maranhense e é aliado político do governador Carlos Brandão.

Nomeado em julho de 2024, o empresário recebia R$ 19.258,98 brutos mensais, com vencimento líquido de R$ 14.179,84, após descontos. A exoneração ocorreu exatamente um dia após a deflagração da Operação Tântalo II, que resultou nas prisões do ex-prefeito Paulo Curió e de Eva Curió, principais alvos da investigação. A rapidez na exoneração do marido da vice-prefeita levanta questionamentos sobre uma possível tentativa de conter desgastes à imagem da Assembleia Legislativa, que até o momento não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Outro ponto que chama atenção é que, ao assumir o cargo na Alema, Hyan Alfredo declarou residir em Araguaína, no Tocantins, município localizado a cerca de 900 quilômetros de São Luís, onde deveria cumprir carga horária semanal de 40 horas, o que reforça dúvidas sobre o efetivo exercício da função.

O caso amplia os questionamentos sobre o uso político de cargos comissionados no Legislativo maranhense e reforça a necessidade de esclarecimentos públicos diante da gravidade das denúncias apuradas pelo Ministério Público.

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