Inclusão de Felipe Camarão em chapa do Diretório Nacional do PT é um duro recado ao Palácio dos Leões
Vice-governador do Maranhão aparece na composição nacional do partido e reforça sua articulação junto à cúpula petista

A inclusão do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), na chapa que disputará a presidência do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, marca um importante movimento político dentro e fora do partido. O gesto é visto por aliados como uma resposta à crescente tentativa de esvaziamento de seu nome na sucessão estadual de 2026.
Com o tema “Derrotar a extrema direita e avançar na construção de um novo Brasil”, a chapa apoiará Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP), que integra a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) e é próximo da ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A presença de Camarão entre os nomes indicados para compor a nova executiva nacional fortalece sua posição interna e amplia sua visibilidade política em nível nacional.

A movimentação acontece em meio a críticas e resistências oriundas da base aliada do governador Carlos Brandão (PSB), especialmente entre parlamentares da Assembleia Legislativa, que têm feito sucessivos ataques ao vice-governador, sugerindo uma tentativa de minar sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.
Com o número 280, a chapa participará do Processo de Eleição Direta (PED) do PT, que ocorre no dia 6 de julho. Filiados aptos de todo o país poderão votar em locais previamente definidos.
A filiação de Camarão ao PT em julho de 2021, antes de ser indicado como vice na chapa de Brandão, tem lhe rendido espaço e respaldo dentro da legenda. Sua inclusão no diretório nacional é lida como um gesto de confiança da direção petista, consolidando seu protagonismo como principal nome do partido no Maranhão.



