BABADO DA SEMANA

Juiz cachaceiro do TJ/RJ é preso no Maranhão por ameaça

O magistrado que é reincidente ameaçou atirar na cabeça de dono de pousada nos Lençóis Maranhenses

O juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Jorge Jansen Counago Novelle, bastante embriagado após ingerir muita cana, ameaçou atirar contra o proprietário de uma pousada na cidade de Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses. De acordo com informações do Boletim de Ocorrência registrado contra o magistrado, o homem havia se hospedado na pousada e, em determinado momento, nesta sexta-feira (28), começou a discutir com os funcionários e com o dono do estabelecimento.

Aparentando sinais de embriaguez por consumo de bebida alcoólica, o juiz passou então a fazer ameaças e falar absurdos, inclusive, ameaçou dar tiros na cabeça e no peito do proprietário da pousada. Imagens do momento do surto do juiz cachaceiro, mostram o mesmo feito um louco se aproximando do proprietário e de alguns funcionários para agredir-los. O homem estava transtornado e totalmente desequilibrado. O juiz chegou a ser preso pela Polícia Militar, mas foi liberado logo em seguida após pagar fiança.

O Tribunal de Justiça do Rio aposentou, em julho de 2018, o juiz Jorge Jansen Counago Novelle, da 15ª Vara Cível, com direito a salário integral. O magistrado deu um tiro que quase acertou o osteopata Pedro Augusto Guerra, no dia 1º de maio, em condomínio de luxo em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O ataque foi filmado por celular.

O pedido de aposentadoria foi feito à Corte pelo próprio juiz. Como na Corregedoria-geral da Justiça, a maior punição administrativa contra o juiz por causa do disparo contra Guerra seria a aposentadoria compulsória, o procedimento foi arquivado. É o Brasil das mordomias e da impunidade.

O juiz, no entanto, continua a responder no Órgão Especial do Tribunal de Justiça a procedimento criminal. Na discussão com o vizinho, ele foi taxativo. “Tu vai me filmar? Tá me ameaçando?”, questionou, ao apontar uma arma para a janela de Guerra. “Então, tome bala”, disse o juiz ao atirar.

Por Gilberto Lima

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