MP não abriu inquérito sobre denúncia de possível compra superfaturada de ambulâncias no governo Brandão
Suspeitas contra o governo do Maranhão foram apresentadas ao 4º Promotor de Justiça do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, que arquivou a denúncia.
Até o momento, permanece sem explicação a decisão do Ministério Público do Maranhão (MPMA) de não instaurar sequer um inquérito para apurar a denúncia de possível compra superfaturada de ambulâncias pelo governo do Estado. A representação foi enviada de forma sigilosa à Ouvidoria Geral do órgão, segundo informações obtidas com exclusividade pelo G7.

A manifestação anônima relatava supostas irregularidades em um procedimento de dispensa de licitação que resultou na contratação da empresa CKS Comércio de Veículos LTDA (CNPJ 30.330.883/0001-69) para fornecer 200 ambulâncias a municípios maranhenses. O prejuízo estimado chegaria a mais de R$ 23 milhões.

Após receber o relato, a Ouvidoria encaminhou o caso à 37ª Promotoria de Justiça Especializada do Termo Judiciário de São Luís (4º Promotor de Justiça do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa), sob o Protocolo SIMP nº 005967-509/2025.
O Ministério Público, no entanto, concluiu que a denúncia era “genérica” e “desprovida de elementos concretos” que justificassem a adoção de medidas investigativas. A decisão também apontou que, por se tratar de manifestação anônima, não seria possível intimar o autor para complementar as informações, o que teria inviabilizado o prosseguimento do procedimento (Decisão nº 10002/2025 – 37ªPJESPSLS4PPP).
O G7 teve acesso aos documentos que apontam indícios de superfaturamento. Conforme revelado anteriormente, cada ambulância custaria, em média, R$ 322 mil, mas foi adquirida por R$ 439 mil a unidade — uma diferença de R$ 117 mil por veículo. Ao todo, a compra somou R$ 87,8 milhões, segundo os registros oficiais.

Nossa equipe levou menos de uma hora para localizar o contrato e comparar os preços praticados no mercado, constatando a discrepância. Ou seja, o Ministério Público não identificou o que a reportagem verificou rapidamente.
Por isso, o G7 decidiu disponibilizar os arquivos para que o MPMA, de ofício, cumpra seu papel de fiscal da lei e atue como a sociedade espera.




Um Comentário