Oposição em Bequimão sofre quarta derrota consecutiva e acumula vexames na Justiça Eleitoral
Mesmo após perderem nas urnas em 2024, opositores insistiram em questionar a eleição e acabaram novamente derrotados pela Justiça.

Desde 2008, o grupo oposicionista de Bequimão não sabe o que é vitória. Acostumados a perder nas urnas, os adversários políticos do grupo Martins também vêm colecionando derrotas na Justiça Eleitoral. Em 2024, o resultado não foi diferente: após nova derrota nas urnas, o grupo tentou, sem sucesso, cassar os mandatos dos vereadores Pedro Acará e Tonilson da Saúde, alegando fraude na cota de gênero.
Dividida em pelo menos seis células, a oposição recorreu ao suplente Raimundo Nonato Barbosa Viegas, o Natal do Mojó, que sequer foi eleito, mas entrou como autor da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) na tentativa de assumir uma vaga na Câmara Municipal.
Na ação, Natal do Mojó alegou que a candidatura de Rosilda de Jesus Brito Torres, conhecida como Rosa de Fuscão, teria sido fictícia, utilizada apenas para cumprir a exigência legal de participação mínima de mulheres na chapa da Federação PSDB/Cidadania. A acusação, entretanto, não se sustentou.
Defesa desmontou narrativa oposicionista
Em contestação conjunta, Pedro Acará, Tonilson da Saúde e Rosa de Fuscão apresentaram documentos e provas que demonstraram que não houve fraude, mas apenas um erro material. O equívoco ocorreu no registro do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), que atribuiu erroneamente à candidata o número 45141, quando o definido em convenção e utilizado na campanha era 45111.
Com isso, os votos computados oficialmente no número incorreto ficaram zerados, mas seis votos foram registrados no número utilizado durante a campanha, o que confirmou a autenticidade da candidatura.
A defesa ainda ressaltou fatores que explicaram a atuação discreta de Rosa de Fuscão: sua idade avançada (69 anos), a pouca familiaridade com as ferramentas de campanha digital e, principalmente, o abalo emocional pelo falecimento de seu irmão, ocorrido dois dias antes da eleição.
Ministério Público e Justiça rejeitam ação
Com base nas provas apresentadas — ata de convenção, material de campanha e boletins de urna —, o Ministério Público Eleitoral opinou pela improcedência da ação, considerando frágeis os argumentos da oposição.
A juíza da 111ª Zona Eleitoral, Flor de Lys Ferreira Amaral, acatou o parecer do Ministério Público e rejeitou a ação, decretando mais uma derrota para o grupo oposicionista de Bequimão.
Oposição fragilizada
O episódio expõe novamente a fragilidade da oposição no município, que, além de perder seguidamente as eleições, insiste em recorrer a expedientes judiciais sem consistência, acumulando derrotas e desgaste político. A tentativa de transformar um suplente derrotado em vereador acabou se tornando mais um capítulo de constrangimento para um grupo que, a cada eleição, parece mais fragmentado e distante do poder.



