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Prefeita de Cajari licita posto de combustível de Vitória do Mearim-MA

Só para abastecer os veículos da prefeitura de Cajari os carros percorrem 40 KM ida e 40 KM volta

Se um veículo da prefeitura de Cajari gastar 01 litro de combustível a cada 8 KM percorridos, só para abastecer um carro serão gastos 10 litros, já que a distância entre Cajari e Vitória do Mearim é de 40 KM, e portanto para ir e voltar serão 80 KM percorridos, um desperdício de dinheiro público desnecessário.

O triste não é percorrer 40 quilômetros para abastecer o tanque de um veículo, mas sim aparentemente, ainda pagar mais caro pelo combustível, como mostra o contrato entre o posto de combustível e a prefeitura de Cajari. Um questionamento tem sido constante de empresários do ramo de combustíveis do município Cajari, na Baixada Maranhense. Como um gestor que precisa economizar, acaba gastando ainda mais e desnecessário?

Mesmo com postos de combustível no município, os carros oficiais da prefeitura cajariense são abastecidos em um posto de combustível da cidade Vitoria do Mearim. O tempo estimado do percurso da viagem entre as duas cidades é de aproximadamente 38 minutos para ida e mais 38 minutos para volta, ou seja, quase uma hora e meia de viagem.

Segundo o blog do Antônio Martins, um servidor, que não foi identificado para não sofrer retaliações, fez a denúncia de que a prefeita Camyla Jansen (PSDB), realizou a compra de combustíveis “por baixo dos panos” através do Pregão — Registro de Preços n° 001/2018 e que o posto que venceu o processo é de propriedade do empresário Rui Fernandes Ribeiro Neto, que seria filho da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, com o ex-prefeito de Arari, Rui Fernandes Ribeiro Filho.

blog do Antônio Martins, recebeu a denúncia e comparou os preços, constatando que em Vitoria do Mearim, onde os carros oficiais de Cajari são abastecidos, o combustível é mais caro. De acordo com o contrato ao qual Antônio Martins teve acesso, na época em que assinou a proposta, em janeiro de 2018, o litro era cobrado a R$ 4,01, que com desconto ficou em R$ 3,98, praticamente o mesmo valor praticado hoje, um ano depois da assinatura para fornecimento do produto.

O que causa estranheza é que sócios da mesma empresa aparecem no quadro societário de outras firmas que também prestam serviços para a prefeitura cajariense. Essa e outra denúncia sobre notas frias para justificar gastos do município pode levar os órgãos de controle e fiscalização a desmontar um esquema de fraudes que teriam sido cometidas entre os anos de 2017 a 2018.

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Por Antônio Martins

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