Prefeita de Igarapé do Meio-MA contrata empresa de coleta de resíduos para recuperar estradas vicinais por R$ 5 milhões
População elegeu Aldenira Carreiro Silva como prefeita, mas, segundo fontes, gestão seria conduzida pelo ex-prefeito Almeida Sousa.

A Prefeitura de Igarapé do Meio, administrada oficialmente por Aldenira Carreiro Silva (PL), firmou um contrato de R$ 5.295.130,53 (Cinco milhões, duzentos e noventa e cinco mil, cento e trinta reais e cinquenta e três centavos) com a empresa D2 Ambiental e Serviços Ltda, especializada em coleta de resíduos, para execução de serviços de recuperação de estradas vicinais na sede e na zona rural do município. O contrato foi assinado no último dia 2 de dezembro e tem validade até dezembro de 2026, conforme consta no Portal da Transparência.

O que chama atenção, no entanto, não é apenas o valor milionário do contrato, mas o contexto político-administrativo em que ele foi firmado. Apesar de Aldenira ocupar formalmente o cargo de prefeita, fontes afirmam que quem de fato conduz a administração municipal é o ex-prefeito Almeida Sousa, que teria mantido controle político mesmo após deixar o comando do Executivo. De acordo com relatos, todas as decisões estratégicas da gestão estariam passando pelo ex-prefeito, enquanto a atual chefe do Executivo teria papel meramente formal.
A situação tem gerado críticas desde 2017, quando o mesmo modelo de governança teria começado a ser implantado no município. Agora, com a contratação da D2 Ambiental, novos questionamentos surgem — especialmente porque a empresa não possui atividade principal relacionada à construção ou manutenção de estradas, segundo registro na Receita Federal. A D2 Ambiental, cujo sócio-administrador é Alysom de Castro Cabral, tem sede na cidade de Miranda do Norte-MA e capital social declarado de R$ 800 mil.
A contratação de uma empresa especializada em coleta de resíduos sólidos para realizar obras de infraestrutura viária é considerada incomum por especialistas e reforça a necessidade de fiscalização. Outro ponto levantado por moradores e críticos é o momento em que o contrato foi firmado: com a proximidade do período chuvoso na região, a execução de obras de recuperação de estradas vicinais se torna significativamente mais difícil e, em alguns trechos, inviável.
Diante das inconsistências, há expectativas de que a Câmara de Vereadores e o Ministério Público acompanhem o caso de perto, especialmente para verificar a compatibilidade técnica da empresa com os serviços contratados e a viabilidade da execução das obras dentro do prazo estabelecido.
A Prefeitura de Igarapé do Meio ainda não se manifestou oficialmente sobre o processo de contratação, nem sobre as críticas envolvendo a condução política da gestão municipal.
Veja o contrato na íntegra clicando no link AQUI…



