POLÍTICA

Projeto familiar fez minguar cacife político do governador Carlos Brandão

Ao descumprir acordo firmado com Lula em 2022, Brandão incia um caminho espinhento na política.

O “não” recebido nesta terça-feira (24) por Carlos Brandão do PT Nacional reflete o descontentamento do presidente Lula com a postura do governador maranhense. Ao descumprir acordo feito em 2022 junto ao atual presidente da República para beneficiar seu irmão Marcus, Carlos Brandão perde fôlego na articulação nacional e o controle de seu grupo.

Observadores do cenário político pontuam que Lula esperava reciprocidade, uma vez que preteriu aliados históricos, como Weverton Rocha (PDT), para apoiar Brandão em 2022 por indicação de Flávio Dino. A avaliação em Brasília é de que o governador não tem demonstrado gratidão ao apoio recebido, gerando desgaste ao fragmentar a base aliada no Maranhão para priorizar um projeto de sucessão familiar.

Na noite da última terça, Brandão foi recebido pelo presidente nacional do PT e pela ministra de relações institucionais – Edinho Silva e Gelisi Hoffman – que deram o ultimato do partido quanto a negativa de apoio a seu sobrinho.

Os motivos são claros: Orleans não tem lastro político, não apresenta desempenho e postura capazes de gerar confiança no eleitorado e nos articuladores políticos. Vale lembrar que o diagnóstico do Planalto veio logo em seguida a pesquisa encomendada pelo PT nacional que mostrou o “teto” de Orleans Brandão.

O cenário se agrava quando são analisados os movimentos de Marcus Brandão – conhecido por “tratorar” interlocutores e não ter habilidade política. E a insistência de Carlos Brandão em beneficiar seu irmão e sobrinho tem cada vez mais negativas em nível nacional, o que já está refletindo também em nível local.

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