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Rádio Mirante tentou jogar no lixo história do radialista Geraldo Castro ao tentar dar justa causa

Em suas palavras, Geraldo Castro não mostra ódio e muito menos rancor, mas nitidamente está decepcionado com o que a Mirante fez com ele

Por muitos anos o radialista Geraldo Castro dominou a audiência nas tardes do rádio AM maranhense. Era inquestionável o poder de comunicação e o respeito que seu público tinha pelo sério trabalho realizado na crônica esportiva e jornalística. Na verdade, Geraldo Castro era muito citado nos bancos de faculdades, como referência no radio jornalístico: o homem que não tinha medo de careta. Quem é do mitiê, conhece e sabe que Geraldo Castro era um soldado respeitado até por quem não gostava dele. Assim como no quartel, soldado que não atira, morre. Foi que literalmente aconteceu com Geraldo Castro dentro da Mirante.

Radialista, jornalista e administrador, Geraldo Castro abriu o verbo nesta segunda-feira (25) e confirmou, nas redes sociais e em seu blogue, que teria sofrido pressões da coordenação da Rádio Mirante AM para, segundo ele: “aliviar nas críticas ao ex-governador Flávio Dino”, o que leva à suspeição de que forças ocultas de dentro do Palácio dos Leões teriam “pedido” a cabeça de um dos comunicadores mais populares do Maranhão dos últimos 50 anos.

Demissão é algo que existe dentro de qualquer empresa, seja ela qual for o seguimento. Mas antes de tudo, respeito é algo que precisa existir dentro e fora, independentemente do tamanho do salário ou poder do chefe. Mas na comunicação, principalmente no maranhão, a banda não toca assim. Existem as famosas “Panelinhas”, os famosos “Puxa Tapetes”, que destrói qualquer empresa, principalmente, quando esses motins são construídos por possíveis chefes. Quem não faz parte desse tipo de apelação, pode dançar por nada ou quase nada, como possivelmente aconteceu com Geraldo Castro, que segundo ele, se sentiu humilhado perante tantas lutas já realizadas para muitas vezes, defender as corres da bandeira de seu quartel, onde servia com maestria.

Pelo que Geraldo Castro escreveu e que alguns funcionários do Sistema Mirante contam ao pé de ouvido aos amigos, diretores já visavam a saída de Geral e só procuravam uma desculpa para demiti-lo. De acordo com uma fonte, a saída de Geraldo já era ventilada desde o início da Pandemia de Covid-19, mas Fernando Sarney e Dona Tereza barraram. E agora, onde estavam Tereza Murad e Fernando Sarney? Algo soa estranho!

“…Só mais uma coisinha! Li em alguns blogues que minha demissão teria tido o dedo de um certo Ricardo Capelli(?). Confesso que não o conheço, mas recebi vários recados do senhor coordenador da Mirante AM para “aliviar nas críticas ao ex-governador Flávio Dino”. A mim, não interessa se esse moço fez alguma gestão, pois não trabalhava para ele. Estou desempregado, analisando o mercado de trabalho, pois me considero em forma física e psicológica para enfrentar qualquer desafio. Vida que segue!”, disse Geraldo Castro.

Segue abaixo a íntegra da nota pública escrita e publicada por Geraldo Castro:

Um breve resumo da minha demissão da Rádio Mirante AM depois de 33 anos, com 25 na apresentação do Abrindo o Verbo e do Rádio Mania.
O tempo se modifica e a vida muda conforme os novos conceitos nos são apresentados e se tornam uma “nova ordem”, com novas maneiras de agir e pensar, mudando o comportamento de todos ou quase todos.
E foi com a chegada das novas tendências, da nova cultura, que tive o mais primário erro jamais cometido por mim dentro do ambiente de trabalho, ou melhor avaliado por quem tinha a “caneta” na mão para tentar jogar a minha história construída ao longo de 49 anos na “lata de lixo”.
Foi por causa de uma ação inesperada da minha parte, ao discutir com uma pessoa do meu convívio na Rádio Mirante AM, e dizer-lhe um palavrão (porra caralho), testemunhado por outros “colegas” que fui levado à condenação por Justa Causa.
Fui tratado como um bandido, um indisciplinado, intolerante e juntaram um “dossiê” com outras faltas minhas no trabalho, para afirmar que eu era nocivo para o ambiente.
Disseram que, até que se eu continuasse trabalhando na Rádio Mirante AM, muitas pessoas se demitiriam por causa da minha presença no grupo de comunicação. Um absurdo! Não sou tóxico. Por que só agora? Não sirvo mais?
O golpe foi duro, impiedoso, fatal para quem durante 33 anos vestiu a camisa da empresa e da família que comanda o conglomerado de comunicação no estado. Esperava completar meu ciclo na emissora no ano que vem, quando farei 50 anos de rádio, jornal, televisão, esporte e música Queria fazer uma festa, levei um “pé na bunda”.
“Me entregue seu crachá”, e assine aqui a Justa Causa. Humilde entreguei minha identidade funcional e acabei num momento de fraqueza assinando o tal pedido, num momento de completa desorientação.
Fui pra casa abatido e lá encontrei forças na pessoa que está sempre ao meu lado: Idonéa Furtado, minha esposa e companheira, que me mostrou a necessidade de não aceitar a suprema injustiça de uma demissão da forma que foi feita.
“Não vencemos todas as vezes que lutamos, mas perdemos todas as vezes que deixamos de lutar”. Marcio Kühne.
A partir daí voltei atrás e não aceitei mais a injuriosa Justa Causa e foi aí que entrou a figura de um cidadão com quem sempre tratei dentro da empresa nos momentos em que precisava. Odilon Soares, diretor financeiro, entendeu o meu lado e em contato com a presidência da corporação reverteu a demissão para Sem Justa Causa.
Bom, este é o básico da minha demissão da Rádio Mirante AM, onde desempenhei minha profissão com honestidade, seriedade, honra e responsabilidade.
Não sei quem perdeu. Se eu ou a própria empresa, pois modéstia a parte me considero um profissional de mão cheia, comprometido com o povo mais humilde e crítico das autoridades no momento certo.
Só tenho a lamentar pois durante 25 anos comandei programas de maior audiência no estado. O Rádio Mania e o Abrindo o Verbo, que poderão ser apresentados por qualquer profissional, mas não deixarão de ter a “cara” e feição do Geraldo Castro.
Só mais uma coisinha! Li em alguns blogues que minha demissão teria tido o dedo de um certo Ricardo Capelli(?). Confesso que não o conheço, mas recebi vários recados do senhor coordenador da Mirante AM para “aliviar nas críticas ao ex-governador Flávio Dino”.
A mim, não interessa se esse moço fez alguma gestão, pois não trabalhava para ele. Estou desempregado, analisando o mercado de trabalho, pois me considero em forma física e psicológica para enfrentar qualquer desafio. Vida que segue!
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