SAÚDE

Caos na saúde de São Luís: trabalhadores denunciam atrasos salariais, décimo não pago e ameaçam greve

Na semana passada, servidores terceirizados da Semcas já haviam denunciado falta de pagamento e suspensão das atividades.

Enquanto nas redes sociais a gestão do prefeito Eduardo Braide se apresenta como modelo de eficiência, o cenário enfrentado pelos trabalhadores terceirizados da saúde e assistência social de São Luís revela uma realidade distinta. Depois das denúncias feitas na semana passada pelos funcionários contratados pela empresa IGAS, que prestam serviços à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semcas), agora são trabalhadores da saúde que expõem uma crise que se arrasta há meses.

Nesta quarta-feira (10), funcionários terceirizados vinculados à empresa Maxtec relataram novos atrasos salariais e acúmulo de pendências trabalhistas, atingindo equipes que atuam no Socorrão 2, Hospital da Criança e unidades mistas da capital. Segundo os relatos, salários, benefícios e direitos básicos vêm sendo descumpridos de forma sistemática.

Os trabalhadores denunciam atraso no pagamento do salário, tíquete-alimentação não creditado, duas cestas básicas pendentes — referentes ao mês anterior e ao atual — e o 13º salário lançado no contracheque, mas sem repasse efetivo, o que consideram uma irregularidade grave. De acordo com eles, a situação tem se repetido por pelo menos três meses consecutivos, com benefícios pagos sempre fora do prazo e, neste mês, nenhum pagamento registrado até esta terça-feira (9).

A instabilidade financeira tem levado muitos profissionais a acumularem dívidas e a considerarem abandonar os postos. Há relatos de funcionários que pediram demissão, mas não receberam as verbas rescisórias, incluindo o depósito dos 40% do FGTS, além de casos de servidores que saíram de férias sem o pagamento correspondente.

Diante do agravamento da situação, grupos de trabalhadores já discutem a possibilidade de greve caso a empresa não regularize imediatamente os pagamentos. Eles afirmam que a Prefeitura de São Luís tem ciência das irregularidades, mas, ao ser procurada, não apresenta soluções concretas para o problema.

A crise, que atinge diretamente serviços essenciais da saúde pública municipal, aumenta a pressão sobre a gestão de Eduardo Braide. Os trabalhadores cobram providências urgentes tanto da empresa terceirizada quanto da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), alertando que uma paralisação pode gerar um colapso ainda maior no sistema, que já enfrenta sobrecarga e dificuldades estruturais.

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