Deputado Carlos Lula denuncia uso de dinheiro público em evento de pré-candidatura de Orleans Brandão
Parlamentar afirma que prefeituras e estruturas do Estado teriam sido utilizadas para bancar ato político na capital.

O deputado estadual Carlos Lula utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para fazer uma denúncia contundente sobre o suposto uso de recursos públicos na realização do evento de lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão.
Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que o ato político — que deveria ser custeado de forma privada — teria sido, na prática, financiado por prefeituras e estruturas do próprio Estado. “O que vimos foi um verdadeiro fiasco pago com dinheiro público. Tudo com uso descarado da máquina pública, envolvendo veículos, servidores e estrutura de prefeituras e secretarias”, declarou.
Carlos Lula também destacou registros feitos pelo deputado Rodrigo Lago no município de Peritoró, poucas horas antes do evento realizado em São Luís. Segundo ele, a mobilização com indícios de uso de recursos públicos não se restringiu a uma única cidade, mas teria se repetido em diversos municípios maranhenses.
De acordo com as denúncias, caravanas teriam sido organizadas com apoio de prefeituras, incluindo fornecimento de camisas, bandeiras, ônibus, combustível, alimentação e até pagamento de cachês para participantes. Já gestores que não aderiram à mobilização teriam enviado delegações reduzidas, compostas apenas por lideranças políticas e integrantes da administração municipal. Veja o vídeo na íntegra abaixo.
O parlamentar foi enfático ao afirmar que pretende levar o caso adiante. “Isso não vai ficar impune. A oposição não vai se calar. Haverá consequências administrativas, criminais e eleitorais. Não dá para normalizar o abuso com o dinheiro do cidadão para bancar projeto político familiar”, declarou.
O episódio também expôs o silêncio de outros parlamentares que costumam criticar gastos públicos em âmbito federal, como Yglésio Moyses e Mical Damasceno, que até o momento não se manifestaram sobre o caso.
As denúncias, se comprovadas, podem configurar abuso de poder econômico e político, com possíveis desdobramentos na Justiça Eleitoral e em órgãos de controle.



