BABADO DA SEMANA

Deputados “vistoriam” Ferry Boats pela milésima vez

A deputada Thaíza Hortegal que mora na Baixada Maranhense acompanhou 'fiscalização'

Basta ser divulgado algum problema nos ferry boats que trafegam de São Luís para o Cujupe via baía de São Marcos para alguns deputados montarem um palco e fazerem seus espetáculos. A situação já se repetiu pelo menos 1.999 vezes e nunca foi tomada uma providência por parte das autoridades estaduais ou federais. A Baixada Maranhense elegeu 3 deputados, que atravessam toda semana via ferry boat, mas fazem vista grossa para os problemas que são corriqueiros e se arrastam há anos.

No início desta semana a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizou uma fiscalização nos ferry boats que fazem a travessia de São Luís ao Porto do Cujupe. A ação realizada por solicitação da deputada Dra. Thaíza Hortegal (PP), contou também com a participação dos deputados Duarte Jr. e Wellington do Curso. Acompanharam a vistoria representantes da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), da Capitania dos Portos, da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), da Vigilância Sanitária e Procon. A fiscalização aconteceu na manhã desta segunda-feira (10).

O primeiro ferryboat vistoriado foi o “Cidade de Alcântara”, administrado pela empresa Internacional Marítima. No retorno do Terminal do Cujupe foi a vez da embarcação “Cidade de Araioses”, da Servi Porto. A deputada Thaíza identificou algumas necessidades e cobrou a realização de melhorias por parte das empresas administradoras do transporte. É válido lembrar que seria necessário a vistoria do transporte durante as viagens e em todos os ferry boats. Fiscalizar ferry boat ancorado não mostra a verdadeira situação que os passageiros passam todos os dias.

Pela fala da deputada Thaíza Hortegal parece que ela não conhece a realidade dos ferry boats. É um teatro daqueles a céu aberto. “Não há kits de primeiros-socorros, conforme previsto na Lei 11.148/2019, de minha autoria. Apenas curativos não salvam vidas. É preciso medidores de pressão e glicemia, cilindro de oxigênio e outros instrumentos fundamentais para socorrer o paciente e tirá-lo do risco de morte. Fora os mesmos problemas de sempre, como atrasos das viagens, banheiros sujos, lixo acumulado, assentos desconfortáveis, coletes sem identificação, péssima qualidade dos produtos vendidos nas lanchonetes e panes em alto mar”, disse a deputada.

A parlamentar, que é usuária dos serviços semanalmente, também reclamou da falta de procedimentos de venda de passagens na modalidade débito e da ausência de caixas eletrônicos 24 horas nos terminais. O problema é bem mais complicado que vender passagem a débito ou a crédito. A questão são os locais de venda, a espera, e a distância do terminal até o embarque, onde passageiros com dificuldades de mobilidade sofrem diariamente.

O diretor de operações da Internacional Marítima, Roberto Francisconi, reconheceu que precisa melhorar os serviços, mas alegou que os custos são altos diante da forma precária de contratação. O diretor da Internacional Marítima tem razão, são muitas viagens, poucos passageiros em algumas viagens e lucro diminuto, o que dificulta os empresários honrarem com seus compromissos, já que empresários sobrevivem de lucro. A única saída seria diminuir o número de viagens em períodos normais e aumentar o número de viagens em altas temporadas como: Fim de Ano, Carnaval, Ferias comemorativos, Festejo Junino, Independência e Natal.

Para a deputada, as empresas precisam dar mais transparência aos gastos e o governo intervir, para garantir a qualidade do serviço, como prevê o Art. 3⁰ da Lei 9.985/2014, que regulamenta o transporte. “Ora, se as empresas como a Internacional Marítima, reclamam que dos 88 mil passageiros que usam os serviços por ano, 33 mil são gratuidade, e vivem no prejuízo, então que entreguem os ferryboats. Só há um jeito de resolver esse problema: o governo assumindo o serviço. Que as empresas abram as contas e coloquemos diante do governo para que ele busque as soluções, pois até o momento, a única que conseguimos vislumbrar é o governo tomando de conta, como acontece em outros estados”, disse Thaiza.

O que não bate são as informações de quê dos 88 mil passageiros que usam o transporte por ano 33 mil são gratuitidades. Isso não convence ninguém, uma verdadeira mentira, o que leva a ter suspeita de sonegação. Seria melhor colocar as passagens eletônicas, modernizando o sistema, já que estamos no Século XXI.

Audiência Pública em Pinheiro

Além de São Luís, a deputada realizará uma audiência pública em Pinheiro, com a presença de representantes de prefeituras, câmaras municipais, comarcas, promotorias e sociedade civil, para levantar propostas a serem apresentadas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“O objetivo é sanar os problemas de uma vez por todas e o único meio é colocar diante do governador todas as demandas da população da Baixada Maranhense, quem mais usa o serviço de ferryboat. O governador, que foi jurista, conhecedor profundo das leis, gestor experiente no governo, saberá tomar a melhor decisão para o estado”, ressaltou a deputada.

Eu, João Filho, editor deste Portal de Notícias e usuário do Ferry Boat, desafio os deputados a fazer todas as viagens de ferry boat das 3h da manhã até as 22h30 para realmente sentir as dificuldades dos passageiros que usam esse transporte sucateado todos os dias. Eu duvido algum deputado topar esse desafio. Aguardo algum corajoso (a) para encarar esse desafio. Fiscalizar ferry boat ancorado é fácil, quero ver é ser transportado e passar quase 3h no meio do mar arriscando a vida.

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2 Comentários

  1. Muito bom dia. Desculpe a minha sinceridade extrema, mas, deputado entende o que de Ferry Boat? Eles deveriam ter solicitado e acompanhado uma inspeção completa da Marinha, por que sujeira, equipamentos sucateados, falta de informação, atrasos, etc, etc (e mais uns 10 etc), todo mundo já sabe há muito tempo. Aquilo ali está com problema de junta (como diz o popular)… Junta tudo e joga fora!

  2. Eles aproveitam pra tirar fotos e se aparecer. Sugestao: que eles coloquem um colar de melancia no pescoço e desfilem pela rua grande. Eles aparecem mais, assim.

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